A Justiça Militar de São Paulo condenou dois policiais militares por extorsão contra ambulantes na região do Brás. O cabo José Renato Silva de Oliveira recebeu uma pena de seis anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por integrar uma milícia privada, enquanto a sargenta Lucia Ferreira de Oliveira foi condenada a três anos e sete meses em regime aberto pelo mesmo crime. Durante o julgamento, ambos foram absolvidos das acusações de roubo e extorsão. Outros dois réus, sargentos que também estavam envolvidos, tiveram suas situações empatadas, e a Justiça comum dará continuidade ao caso. A investigação começou após denúncias de que policiais exigiam pagamentos de até R$ 18 mil anuais de comerciantes para permitir que trabalhassem na área. Um testemunho revelou que os policiais cobravam luvas e, quando os ambulantes não podiam pagar, eram encaminhados a agiotas. Os crimes ocorreram desde 2023, e um cabo atuava na região fardado, intimidando os comerciantes.
A Justiça Militar de São Paulo condenou, na tarde de sexta-feira (16), dois policiais militares por envolvimento em um esquema de extorsão contra ambulantes no Brás, região famosa pelo comércio popular. O cabo José Renato Silva de Oliveira recebeu uma pena de seis anos, dois meses e 12 dias de prisão em regime semiaberto por constituição de milícia privada. A sargenta Lucia Ferreira de Oliveira foi condenada a três anos, sete meses e seis dias em regime aberto pelo mesmo crime.
Durante o julgamento, Oliveira também enfrentou acusações de roubo e extorsão, mas foi absolvido. Os advogados dos réus argumentaram que as provas apresentadas eram insuficientes. O Tribunal de Justiça Militar informou que houve empate entre os juízes em relação a outros dois réus, os sargentos Wellington Stefani e Humberto de Almeida Batista. A decisão foi que a Justiça comum deve prosseguir com a ação penal contra eles, já que os crimes ocorreram fora do exercício da função.
Em dezembro do ano passado, o Ministério Público denunciou 16 pessoas por extorsão contra comerciantes na mesma área. O grupo exigia até R$ 18 mil anuais para permitir a ocupação de espaços na Feira da Madrugada. A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi iniciada após denúncias da Corregedoria da PM sobre policiais exigindo pagamentos periódicos dos ambulantes.
Uma testemunha protegida revelou que os policiais exigiam R$ 15 mil anuais e R$ 300 semanais para autorizar as vendas. Quando os ambulantes não podiam pagar, eram encaminhados a agiotas que cobravam juros altos. O corregedor da PM, coronel Fabio Sérgio do Amaral, afirmou que os crimes ocorriam desde 2023, com o grupo agindo como “donos das ruas”.
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