Donald Trump quer ajudar a indústria do carvão nos EUA, que está em declínio, usando usinas de carvão para fornecer energia aos centros de dados de empresas de tecnologia que trabalham com inteligência artificial. Ele assinou uma ordem executiva para que seu governo encontre usinas de carvão que possam ser usadas para atender à crescente demanda de eletricidade do setor tecnológico. Trump já disse que as empresas podem usar carvão como uma fonte de energia de backup. No entanto, essa ideia vai contra os objetivos ambientais das empresas de tecnologia, que têm investido em energia renovável e nuclear para reduzir as emissões de carbono. Embora a demanda por eletricidade esteja aumentando, especialmente com o crescimento dos centros de dados, muitos na indústria tecnológica preferem gás natural, que emite menos CO2 do que o carvão. Apesar disso, a pressão para manter as usinas de carvão em funcionamento pode aumentar, já que algumas empresas de energia estão adiando o fechamento dessas usinas. O secretário de Energia dos EUA afirmou que, para aumentar a produção de eletricidade, é preciso parar de fechar usinas de carvão. No entanto, especialistas acreditam que o futuro está nas energias renováveis e no gás natural, e não no carvão.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva em abril de 2023 para revitalizar a indústria do carvão, propondo o uso de usinas de carvão para atender à demanda de eletricidade dos centros de dados de inteligência artificial (IA). A medida visa identificar áreas com infraestrutura de carvão disponível e avaliar a possibilidade de expansão para suportar o crescimento do setor tecnológico.
A geração de eletricidade a partir do carvão nos EUA caiu de 51% em 2001 para apenas 16% em 2023, conforme dados da Administração de Informação de Energia (EIA). Trump defende que as empresas de tecnologia utilizem carvão como fonte de energia de backup, afirmando que “eles podem abastecer com qualquer coisa que desejarem, e podem ter carvão como reserva — carvão bom e limpo”. Essa proposta contrasta com os objetivos ambientais das empresas de tecnologia, que têm investido bilhões em energia renovável.
Executivos do setor de tecnologia, como Kevin Miller, vice-presidente da Amazon, reconhecem que a geração de combustíveis fósseis será necessária para atender à demanda crescente de eletricidade. No entanto, eles enfatizam a preferência por gás natural, que emite menos da metade do CO2 do carvão. A pressão por uma abordagem diversificada é crescente, especialmente com a previsão de que a demanda de eletricidade aumente em 40% até 2039.
A proposta de Trump pode oferecer um alívio temporário para os mineradores de carvão, mas enfrenta resistência. James Grech, CEO da Peabody Energy, destacou que as usinas de carvão podem atender à demanda crescente, sugerindo que as aposentadorias de usinas devem ser adiadas. Apesar disso, analistas como Nat Sahlstrom, da Tract, afirmam que o carvão enfrenta dificuldades econômicas e que a construção de novas usinas de carvão não é viável a longo prazo.
A situação atual do setor de carvão é complexa, com a necessidade de equilibrar a demanda por eletricidade e as metas de descarbonização. A indústria de tecnologia, frequentemente referida como “hiperscalers”, deve considerar alternativas ao carvão, enquanto a aposentadoria de usinas de carvão representa um desafio real para a rede elétrica.
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