A advogada criminalista Sandy Araújo, de 26 anos, foi presa enquanto investigava a morte de sete pessoas em uma abordagem policial em Macapá, ocorrida em 4 de maio de 2025. Ela foi detida por desobedecer ordens da polícia, que alegou que Araújo entrou em uma área isolada e agiu de forma hostil. Durante a prisão, a advogada afirma ter sofrido abusos, incluindo hematomas e ofensas verbais. Ela também relatou estar recebendo ameaças nas redes sociais. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está apoiando Araújo e fornecendo acompanhamento psicológico. O governo do Amapá afastou nove policiais envolvidos na abordagem, que resultou na morte de todos os ocupantes de um carro. A OAB e a presidente da Associação dos Advogados Criminalistas do Amapá, Diandra Moreira, criticaram a ação da polícia, pedindo uma investigação rigorosa sobre o caso. A letalidade policial no Amapá tem aumentado, e a Defensoria Pública já havia recomendado o uso de câmeras corporais para prevenir abusos.
A advogada criminalista Sandy Araújo, de 26 anos, foi presa em 4 de maio de 2025, durante uma investigação sobre a morte de sete pessoas em uma abordagem policial em Macapá. A Polícia Militar (PM) a deteve sob a alegação de que desobedeceu ordens ao entrar em uma área de isolamento.
Araújo afirma ter sido agredida durante a prisão, relatando hematomas nos braços e ofensas verbais por parte dos policiais. Ela representa a família de dois dos mortos na operação. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) expressou apoio à advogada, enquanto a PM é acusada de abuso de autoridade e omissão de socorro. O governo do Amapá afastou nove policiais envolvidos na ação, incluindo o comandante da Patrulha Tática Motorizada (Patamo).
A advogada também enfrenta ameaças nas redes sociais, o que a levou a buscar apoio psicológico. Diandra Moreira, presidente da Associação dos Advogados Criminalistas do Amapá, criticou a versão da PM, que afirma ter ocorrido troca de tiros. A corporação alega ter apreendido armas e drogas no veículo dos ocupantes mortos, mas a presidente da associação questiona a legitimidade da abordagem.
O Amapá registrou um aumento alarmante na taxa de homicídios, com 57,4 mortes por 100 mil habitantes em 2023, o maior aumento em uma década. A Defensoria Pública do Amapá já havia recomendado a implementação de câmeras corporais para prevenir abusos e proteger direitos fundamentais, mas essa proposta ainda não foi atendida pelo governo.
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