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Candidatos ao governo do Rio enfrentam pendências judiciais antes de 2026

Candidatos ao governo do Rio em 2026 enfrentam desafios judiciais, enquanto Thiago Pampolha pode deixar a vice para o TCE, abrindo espaço para Bacellar.

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O governador Cláudio Castro enfrenta desafios políticos e judiciais enquanto se prepara para a eleição de 2026. Washington Reis, do MDB, tenta reverter sua inelegibilidade no STF, enquanto Thiago Pampolha, também do MDB, pode aceitar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, o que abriria espaço para Rodrigo Bacellar, do União, se preparar para a candidatura ao governo. Reis, que já foi prefeito de Duque de Caxias, está lutando contra uma condenação por crime ambiental que o tornou inelegível. Ele afirma ser injustiçado e quer ser candidato a governador. Apesar de sua lealdade a Castro, Reis busca se destacar nas negociações para 2026. Enquanto isso, Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa, se considera apto a vencer a disputa contra Eduardo Paes, mas quer assumir o governo antes da eleição para ganhar visibilidade. Pampolha, que tem interesses políticos e familiares, nega que sua possível saída do cargo de vice tenha a ver com pressões externas. A situação política no Rio é complicada, com processos judiciais que podem afetar as candidaturas e a relação entre os candidatos.

Enquanto os principais candidatos à sucessão do governador Cláudio Castro (PL) se preparam para a eleição de 2026, enfrentam desafios judiciais. Washington Reis (MDB) busca reverter sua inelegibilidade no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto Rodrigo Bacellar (União) se destaca como o mais cotado para a disputa.

Reis, que é secretário estadual de Transportes, tenta anular uma condenação por crime ambiental que o tornou inelegível. O STF analisa seu recurso, com o placar atual de três a um contra ele. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, defende Reis, que se considera injustiçado e reafirma sua candidatura ao governo.

O vice-governador Thiago Pampolha (MDB) pode aceitar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que abriria espaço para Bacellar se preparar para a candidatura. A cadeira no TCE, com salário de R$ 39,7 mil, será preenchida após a aposentadoria do conselheiro José Maurício Nolasco. Pampolha, que possui uma fortuna familiar, havia demonstrado ambições políticas maiores.

Desdobramentos Judiciais

Além das questões de Reis, o governador e seus aliados aguardam decisões sobre recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionados a acusações de abuso de poder político e econômico. O Ministério Público investiga supostos desvios de quase R$ 1 bilhão em projetos da Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

A Procuradoria também questiona gastos ilegais de R$ 10 milhões na campanha de 2022. O Tribunal Regional Eleitoral já se posicionou contra as acusações, mas o MP recorreu ao TSE. Bacellar e Pampolha, considerados jovens na política, têm suas candidaturas em jogo, especialmente com a possibilidade de Bacellar assumir o governo antes da eleição.

Com a saída de Pampolha para o TCE, Bacellar se tornaria o primeiro na linha sucessória, aumentando suas chances de vencer a disputa contra o prefeito Eduardo Paes (PSD). A movimentação política se intensifica à medida que os prazos se aproximam, com o governador precisando deixar o cargo até abril de 2026.

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