O escândalo de corrupção no INSS fez a popularidade do presidente Lula despencar, revertendo uma leve recuperação que ele tinha registrado. Antes da operação da Polícia Federal, pesquisas mostravam que a aprovação do governo tinha subido de 24% para 29% e a reprovação caído de 41% para 38%. Outro levantamento indicava que a aprovação de Lula tinha aumentado de 44,9% para 46,1%, com a rejeição diminuindo de 53,6% para 50,1%. No entanto, a crise no INSS prejudicou essa melhora, levando a uma queda significativa na imagem do governo. Fontes da Presidência admitem que a situação é preocupante e há dúvidas sobre a capacidade de recuperação até 2026. A insatisfação dos aposentados será crucial para essa recuperação. O senador Ciro Nogueira comentou sobre o clima de pânico no governo, que se intensificou com a demora na resposta à crise, especialmente nas redes sociais. Um levantamento mostrou que o escândalo teve mais repercussão em grupos de mensagens do que outros assuntos importantes. A comunicação oficial foi criticada pela falta de agilidade na resposta ao problema.
Pesquisas internas da Presidência da República revelaram que o escândalo de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reverteu a leve recuperação de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes da operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, que expôs o esquema de roubo a aposentados, o Datafolha indicava um aumento na aprovação do governo de 24% para 29% entre fevereiro e abril, enquanto a reprovação caiu de 41% para 38%.
Além disso, um levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg mostrava que a aprovação de Lula subiu de 44,9% para 46,1% entre março e abril, com a rejeição diminuindo de 53,6% para 50,1%. Apesar do saldo ainda negativo, o presidente parecia ter interrompido a trajetória de perda de apoio. Contudo, a crise no INSS desmantelou esse progresso, levando a uma queda acentuada na imagem do governo.
Impacto nas Redes Sociais
Fontes da Presidência não divulgaram números exatos, mas reconhecem um derretimento preocupante da imagem de Lula, com incertezas sobre sua capacidade de recuperação até 2026. A satisfação dos aposentados e pensionistas com as ações do governo será crucial para essa recuperação. O senador Ciro Nogueira, presidente do PP, comentou sobre o clima de pânico no Planalto, destacando a preocupação com os novos números das pesquisas.
A demora do governo em reagir à crise, especialmente nas redes sociais, contribuiu para o desgaste da imagem de Lula. Um levantamento da consultoria Quaest mostrou que o escândalo do INSS gerou mais repercussão em 30 mil grupos de mensagens do que outros temas relevantes, como a proposta de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. A comunicação oficial, sob a gestão do marqueteiro Sidônio Palmeira, foi criticada pela falta de agilidade e organização na resposta ao escândalo.
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