O INSS está no centro de um novo escândalo desde 2019, que se intensificou na gestão de Lula. Isso trouxe de volta o debate sobre corrupção, que havia perdido espaço nas pesquisas. Há a possibilidade de uma CPI, que pode prejudicar a imagem do governo em um ano eleitoral. A oposição já está usando esse tema para criticar o governo, lembrando os tempos da Lava-Jato. Levantamentos mostram que o escândalo afetou a leve recuperação nas pesquisas de Lula. A corrupção não era vista como um problema prioritário até 2015, mas agora o caso do INSS pode aumentar sua relevância nas pesquisas. A instalação da CPI pode ter consequências sérias, como aconteceu com a CPI da Covid em 2021. O senador Fabiano Contarato, do PT, apoia a investigação sobre os desvios no INSS. Um estudo revelou que o caso gerou muitas críticas ao governo nas redes sociais.
Desde 2019, o INSS é alvo de desvios que se intensificaram na gestão atual de Luiz Inácio Lula da Silva. O escândalo, que ressuscita o debate sobre corrupção, pode resultar na criação de uma CPI, impactando a imagem do governo em um ano eleitoral.
O governo Lula enfrenta um novo desafio com a possibilidade de uma CPI sobre os desvios no INSS, que começaram em 2019 e se mantiveram na atual administração. A corrupção, que havia perdido destaque nas pesquisas, volta a ser explorada pela oposição, lembrando os tempos da Lava-Jato. Levantamentos internos já indicam que o escândalo afetou a leve recuperação nas sondagens de Lula, que vinha se estabilizando desde março.
A série histórica do Datafolha mostra que a corrupção não era mencionada como um problema prioritário até o início de 2015, quando a Lava-Jato ganhou força. O percentual de brasileiros que consideravam a corrupção como o principal problema do país chegou a 37% em março de 2016, durante o impeachment de Dilma Rousseff. Agora, a situação do INSS pode resgatar parte desse peso nas pesquisas, embora não atinja os níveis do passado.
Impacto Político
A eventual instalação de uma CPI pode trazer consequências significativas para o governo, semelhante ao que ocorreu com a CPI da Covid em 2021. Parlamentares de oposição já protocolaram o pedido, que também conta com apoio de membros da base governista. A comissão poderia manter o escândalo em evidência, enquanto o governo tenta promover agendas positivas, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
O senador Fabiano Contarato (ES), do PT, é um dos que apoiam a formação da CPI. Ele destacou a importância de investigar o esquema que teve início em 2019 e foi desarticulado pela atual gestão. Um estudo da Quaest revelou que o caso do INSS gerou 2,6 vezes mais menções em grupos de mensagens do que a crise do Pix, com 50% das mensagens sendo críticas ao governo.
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