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Fuga histórica de Tupamaros em 1971 marca um dos maiores escapes da América Latina

Fuga histórica dos tupamaros em 1971 é relembrada por Serrana Auliso, que viveu o episódio e reencontrou José Pepe Mujica.

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Em 6 de setembro de 1971, Serrana Auliso, que morava em frente à prisão de Punta Carretas, testemunhou uma fuga em massa de 106 prisioneiros do Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros. Os fugitivos, incluindo José Pepe Mujica, escaparam por um túnel que haviam cavado por um mês. Serrana e sua mãe foram mantidas em um quarto enquanto os tupamaros se preparavam para a fuga, que envolveu a queima de veículos para distrair os guardas. Após a fuga, a casa de Serrana ficou com um buraco no chão por mais de 20 dias, e a fuga se tornou um grande escândalo na mídia, resultando na demissão do diretor da prisão. Anos depois, Serrana se reencontrou com Mujica, que a agradeceu pelo apoio durante o evento. Apesar da fuga, todos os fugitivos foram recapturados, mas a fuga ficou marcada na história como um ato ousado dos tupamaros. Hoje, o local da prisão abriga um centro comercial, mas o muro original ainda está de pé.

Em 6 de setembro de 1971, ocorreu uma fuga em massa de 106 guerrilheiros do Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros da prisão de Punta Carretas, em Montevidéu. O plano audacioso envolveu a construção de um túnel que se estendia até a casa de Serrana Auliso, que na época tinha 42 anos e viveu o episódio em detalhes.

Serrana, hoje com 96 anos, relembra que o túnel foi escavado por um mês e que a saída foi feita em sua sala. “Eles tinham o túnel feito até a parede, mas não contaram que a casa estava mais alta,” explica. O plano incluiu a queima de veículos para desviar a atenção dos guardas. Auliso recorda que, durante a fuga, foi mantida em um quarto com sua mãe e outras vizinhas, vigiadas por um homem armado.

O evento ficou conhecido como “Operativo El Abuso,” sendo a fuga de presos mais numerosa já registrada. Auliso descreve a cena: “Os tupamaros amontoaram tudo em um canto e começaram a abrir um buraco no chão.” A fuga foi um marco na história do Uruguai, resultando na demissão do diretor da prisão e gerando intensa cobertura da mídia.

Após anos, Serrana Auliso se reencontrou com José Pepe Mujica, um dos fugitivos, que a agradeceu pelo apoio durante a fuga. “Um abraço foi suficiente,” disse ela sobre o reencontro. A fuga, que ainda é lembrada, simboliza a resistência e a luta dos Tupamaros, mesmo após a recaptura de todos os fugitivos. O antigo presídio agora abriga um centro comercial, mas o muro permanece intacto, lembrando a audaciosa fuga que desafiou as autoridades da época.

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