Os candidatos à sucessão de Cláudio Castro no governo do Rio de Janeiro em 2026 estão enfrentando problemas legais que afetam suas campanhas. Washington Reis, que já foi considerado inelegível, anunciou sua candidatura, enquanto Thiago Pampolha pode aceitar um cargo no Tribunal de Contas do Estado, o que abriria espaço para Rodrigo Bacellar se firmar como candidato. Reis, que é secretário de Transportes, aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre uma condenação por crime ambiental, que o deixou em uma situação complicada. Bacellar, atual presidente da Assembleia Legislativa, é visto como um forte concorrente, especialmente se Pampolha decidir pelo TCE, que oferece um salário alto. Além disso, há investigações em andamento sobre abuso de poder político e gastos ilegais na campanha de 2022, com o Ministério Público questionando as ações de Castro, Bacellar e Pampolha. Bacellar acredita que assumir o governo antes da eleição seria importante para sua candidatura, mas isso depende de Castro, que deve deixar o cargo até abril.
Enquanto os principais candidatos à sucessão de Cláudio Castro (PL) no governo do Rio de Janeiro em 2026 se movimentam, pendências judiciais continuam a impactar suas trajetórias. Washington Reis (MDB), que já enfrentou a inelegibilidade, anunciou sua candidatura, enquanto Thiago Pampolha (MDB) pode aceitar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), abrindo espaço para Rodrigo Bacellar (União), que busca se consolidar como candidato.
A situação de Reis é delicada. Ele aguarda a análise de um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado a uma condenação por crime ambiental, que o tornou inelegível. Atualmente, o placar está três a um contra Reis, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista, o que pode prolongar a espera. Reis, que é secretário estadual de Transportes, se considera injustiçado e reafirma sua candidatura ao governo.
Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa, é visto como o mais forte concorrente, especialmente se Pampolha optar pelo TCE. A cadeira no tribunal, que oferece um salário de R$ 39,7 mil, é considerada uma “aposentadoria” atrativa para políticos. Pampolha, que tem uma trajetória política ambiciosa, já foi secretário estadual de Meio Ambiente e nega que sua decisão esteja ligada a pressões sobre seus negócios familiares.
Cenário Político
O cenário político se complica ainda mais com as investigações em curso. O Ministério Público acusa Castro, Bacellar e Pampolha de abuso de poder político e econômico, com alegações de desvios em projetos que somam quase R$ 1 bilhão. O Tribunal Regional Eleitoral já formou maioria favorável aos acusados, mas o MP recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além disso, há um pedido de investigação sobre gastos ilegais de R$ 10 milhões na campanha de 2022. Bacellar, que se considera apto a vencer a disputa contra Eduardo Paes (PSD), acredita que assumir o governo antes da eleição seria crucial para sua candidatura. O prazo para Castro deixar o cargo é abril, mas Bacellar prefere que isso ocorra antes, embora o governador não veja isso com bons olhos.
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