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Polícia Civil investiga furto de relógios de luxo por ex-assessores do governo Witzel

Ex-assessores do governo Witzel são indiciados por furto em Niterói; um deles confessou e outro é considerado mentor do crime.

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Dois ex-servidores públicos do Rio de Janeiro, Luís Gualda e Alexandre Ceotto, foram indiciados por um furto em um apart-hotel em Niterói. Gualda confessou o crime, enquanto Ceotto é considerado o mentor. O furto, que aconteceu em fevereiro, envolveu Gualda invadindo um apartamento disfarçado e levando relógios de luxo avaliados em R$ 80 mil. Gualda trabalhava como assessor parlamentar e foi demitido após a confissão. Ceotto, que tem um histórico de cargos públicos e laços políticos, está foragido. Ambos planejavam dividir o lucro da venda dos relógios. A polícia investiga o caso, que ocorreu no Hotel Orizzonte.

A Operação Manto de Engano, realizada pela Polícia Civil do Rio, resultou no indiciamento de dois ex-servidores públicos por um furto em um apart-hotel em Niterói. Luís Maurício Martins Gualda, ex-assessor parlamentar, e Alexandre Ceotto André, ex-subsecretário de Relações Institucionais, são os envolvidos. O crime ocorreu em fevereiro e Gualda confessou sua participação, enquanto Ceotto é considerado o mentor.

As investigações revelaram que Gualda invadiu um apartamento usando uma máscara de silicone realista. Ele foi filmado pelas câmeras de segurança, vestido com terno, óculos e luvas, e deixou o local em apenas 16 minutos, levando oito relógios de luxo avaliados em R$ 80 mil. Após a confissão, Gualda foi exonerado do cargo no gabinete do vereador Rogério Amorim (PL), que declarou que a conduta criminosa é inadmissível.

Gualda, que também possui um escritório de advocacia e é sócio de uma empresa de criptomoedas, doou R$ 8 mil à campanha do deputado estadual Rodrigo Amorim (União), irmão de Rogério. Ceotto, apontado como o cérebro da operação, está foragido. Ele teve uma carreira marcada por cargos estratégicos no governo fluminense e doou R$ 10 mil à campanha de reeleição de Rodrigo em 2022.

A investigação está a cargo da 76ª DP (Niterói), que apura o arrombamento no Hotel Orizzonte by Atlântica. Gualda revelou que a dupla pretendia dividir o lucro da venda dos relógios furtados. Os indiciados não responderam ao contato do GLOBO.

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