O Supremo Tribunal Federal começou uma série de audiências para ouvir 81 testemunhas sobre uma suposta organização criminosa que tentou um golpe de Estado. As audiências vão até junho e podem ser prorrogadas. Entre os convocados, um terço são militares, incluindo três ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, além do atual comandante da Marinha. Também foram chamados o ex-vice-presidente Hamilton Mourão e 13 ministros do governo de Jair Bolsonaro. As testemunhas vão responder a perguntas do juiz e da Procuradoria-Geral da República, além das defesas dos réus. Os primeiros depoimentos serão dos ex-comandantes que confirmaram que Bolsonaro apresentou uma proposta para mudar o resultado da eleição. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não será ouvido, pois a Procuradoria desistiu de sua convocação, mas ele poderia comentar sobre falhas de segurança durante os atos golpistas de 8 de janeiro. A defesa de Bolsonaro pediu para adiar as audiências, mas o pedido foi negado. Após as audiências, os réus também vão prestar depoimento.
O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira uma série de audiências para ouvir 81 testemunhas na investigação sobre uma suposta organização criminosa que teria tentado um golpe de Estado. Os depoimentos, que envolvem figuras políticas e militares, estão programados para ocorrer até junho, com possibilidade de prorrogação.
Entre os convocados, um terço são militares, incluindo três ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, além do atual comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen. Também estão na lista o ex-vice-presidente Hamilton Mourão, agora senador, e 13 ministros do governo de Jair Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes.
As audiências fazem parte da ação penal do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, que envolve oito réus, incluindo Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto. As testemunhas responderão a perguntas do juiz e da Procuradoria-Geral da República (PGR), além das defesas dos réus. Os primeiros depoimentos serão dos ex-comandantes Marco Antônio Freire Gomes e Carlos Almeida Baptista Junior, que confirmaram à Polícia Federal que Bolsonaro apresentou uma proposta para reverter o resultado da eleição.
Expectativas e Desdobramentos
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, também seria ouvido, mas a PGR desistiu de sua convocação, embora ele tenha sido indicado como testemunha de defesa do ex-ministro Anderson Torres. A expectativa é que Ibaneis comente sobre falhas na segurança durante os atos golpistas de 8 de janeiro.
A PGR também solicitou o depoimento de Éder Balbino, que prestou serviços ao Instituto Voto Legal, e de Júlio Cesar de Arruda, ex-comandante do Exército. A defesa de Bolsonaro, que pediu o adiamento das audiências, teve a solicitação negada pelo juiz Alexandre de Moraes. Após as audiências, os réus também prestarão depoimento.
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