A Associação de Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro (Asfav) anunciou que vai parar de ajudar financeiramente os presos pelos atos na Praça dos Três Poderes a partir de junho. A decisão foi tomada após os membros da associação sofrerem ataques e calúnias, com acusações de que estariam se apropriando dos recursos doados. A Asfav, que foi criada em maio de 2023 pela advogada Gabriela Ritter, continuará oferecendo apoio jurídico e psicológico, mas a chave Pix para doações será descontinuada. Até junho, os pagamentos ainda serão feitos, mas a associação não dará mais ajuda financeira. A Asfav já ajudou pessoas que foram condenadas, e o Supremo Tribunal Federal (STF) já julgou 371 casos relacionados a esses eventos.
A Associação de Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro (Asfav) anunciou, no último domingo, que encerrará o auxílio financeiro aos presos pelos atos golpistas na Praça dos Três Poderes. A decisão, que será efetivada em junho, ocorre após ataques e calúnias direcionados a seus membros, que foram acusados de apropriação indevida dos recursos doados.
Os pagamentos continuarão até o final de junho, e a chave Pix utilizada para arrecadação será descontinuada. A Asfav, fundada em maio de 2023 pela advogada Gabriela Ritter, reafirmou seu compromisso em manter o apoio jurídico e psicológico aos detidos. “Continuaremos com o trabalho político e jurídico da associação”, declarou a entidade.
Desde os eventos de 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 371 pessoas por envolvimento nos atos antidemocráticos. Dentre os condenados, 225 são considerados executores dos crimes mais graves, enquanto 146 foram classificados como incitadores.
A Asfav também destacou que, apesar do encerramento do auxílio financeiro, seguirá oferecendo atendimento voluntário por advogados e psicólogos. Em uma transmissão ao vivo, Gabriela Ritter enfatizou a importância de manter a transparência e a seriedade nas ações da associação.
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