Bill Drayton, fundador da Ashoka e um dos pioneiros do empreendedorismo social, recebeu o prêmio Global Treasure da Skoll Foundation. Ele destacou a importância de todos se tornarem agentes de mudança em um mundo que está mudando rapidamente devido à tecnologia e a novas desigualdades. Drayton, que participou do movimento pelos direitos civis nos anos 60 e se inspirou em líderes como Gandhi, fundou a Ashoka em 1981, que agora conecta 4.000 líderes sociais em 90 países. Ele acredita que todos têm o direito de contribuir para a sociedade e que é essencial equipar os jovens com as habilidades necessárias para isso. Drayton também mencionou que o Brasil é um exemplo positivo, com muitos empreendedores sociais e uma forte colaboração entre eles. Ele ressaltou que a educação deve mudar para permitir que as crianças se tornem transformadoras e que a empatia e a colaboração são fundamentais para enfrentar os desafios atuais. Drayton expressou preocupação com a crescente divisão social e a necessidade de agir para evitar que as pessoas se sintam excluídas. Ele acredita que a nova desigualdade, impulsionada pela tecnologia, precisa ser enfrentada e que a mudança deve começar com a educação e o empoderamento dos jovens.
Bill Drayton, fundador da Ashoka, recebeu o prêmio Global Treasure da Skoll Foundation em abril de dois mil e vinte e cinco, em Oxford. O prêmio reconhece sua contribuição ao empreendedorismo social e à promoção de uma nova mentalidade diante das desigualdades criadas pelo avanço tecnológico.
Drayton, que participou do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos na década de 1960, enfatizou a importância de tornar todos agentes de mudança em um mundo em rápida transformação. Ele destacou que quarenta por cento das pessoas estão ficando para trás nesse novo cenário, o que gera um sentimento de fracasso e exclusão.
O fundador da Ashoka acredita que a educação deve ser reformulada para empoderar os jovens. Entre os fellows da Ashoka, mil e quatrocentos focam em crianças, e oitenta e nove por cento deles colocam os jovens no comando de suas iniciativas. Essa abordagem visa criar uma nova geração de transformadores sociais.
O Papel do Brasil
Drayton elogiou o Brasil por ter um número significativo de empreendedores sociais, apenas atrás da Índia. Ele afirmou que os brasileiros têm uma habilidade notável de trabalhar em conjunto, o que é essencial para enfrentar os desafios atuais. O CEO da Ashoka vê o Brasil como um pioneiro global no desenvolvimento de metodologias de mudança social.
Ele também alertou sobre o crescimento de demagogos em várias partes do mundo, que se aproveitam da nova desigualdade. Para Drayton, ser agente de mudança é a única forma de combater essa tendência e garantir que todos tenham voz e oportunidades.
Entre na conversa da comunidade