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Brasil enfrenta calote de US$ 1,7 bilhão da Venezuela e contribuintes arcam com a dívida

Dívida de US$ 1,7 bilhão da Venezuela com o Brasil segue sem pagamento, e negociações estão suspensas. Contribuintes arcam com o calote.

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O governo brasileiro tem uma dívida de US$ 1,7 bilhão com a Venezuela, que não é paga desde 2016. Essa dívida é resultado de financiamentos do BNDES para obras na Venezuela durante os governos de Lula e Chávez. O Brasil tentou negociar o pagamento, mas as conversas estão suspensas porque o governo de Maduro não responde. O Brasil precisa pagar US$ 16 milhões até junho, caso a Venezuela não quite a dívida. O Tesouro Nacional cobre essas dívidas com um fundo que usa dinheiro público, o que significa que os cidadãos brasileiros acabam arcando com esse custo. Apesar de uma tentativa de reaproximação entre os dois países no início de 2023, as relações se deterioraram, especialmente após o Brasil vetar a entrada da Venezuela no BRICS. A oposição critica o uso de recursos do BNDES para financiar obras fora do Brasil e pressiona o governo a tomar medidas para garantir o pagamento da dívida.

O governo brasileiro enfrenta uma dívida de US$ 1,7 bilhão com a Venezuela, referente a financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras realizadas durante as gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez. As negociações para o pagamento estão suspensas devido à falta de respostas do governo de Nicolás Maduro, e novas parcelas de US$ 16 milhões devem ser indenizadas até junho, caso não haja pagamento.

A dívida inclui valores já pagos pela União aos bancos financiadores e juros acumulados por atraso. O Tesouro Nacional, que cobre essas dívidas por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), terá que desembolsar novos recursos públicos, impactando diretamente os contribuintes brasileiros. Desde 2016, quando Caracas começou a demonstrar sinais de insolvência, o Brasil tem arcar com os custos das parcelas não pagas.

O financiamento foi destinado a projetos como a expansão do metrô de Caracas e a construção da Siderúrgica Nacional. O modelo de financiamento previa que a Venezuela reembolsasse os valores, mas a inadimplência levou o Brasil a notificar instituições multilaterais, como o Clube de Paris, sobre os atrasos. A reaproximação política entre Lula e Maduro em 2023 não resultou em avanços nas negociações, que foram interrompidas novamente.

A oposição critica o uso de recursos do BNDES para financiar obras em países como a Venezuela, questionando a prioridade dada a esses projetos em detrimento de investimentos internos. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) tem pressionado o governo a esclarecer a situação e a adotar medidas efetivas para garantir o pagamento da dívida. Com o impasse, o Brasil continua sem previsão para receber o valor devido.

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