A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começou as audiências sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil, focando nas pressões que Jair Bolsonaro fez sobre as Forças Armadas. O ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, é uma das testemunhas convocadas e afirmou ter rejeitado as tentativas de Bolsonaro de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Os militares acreditam que o depoimento de Freire Gomes pode ajudar a proteger a imagem do Exército. Até agora, 12 militares foram denunciados, e esse número pode subir para 23. O Exército já liberou seis militares da ativa para depor, mostrando que está colaborando com a Justiça. Apesar de alguns militares da reserva estarem insatisfeitos, a liderança atual das Forças Armadas apoia as investigações e a punição dos envolvidos.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta segunda-feira, as audiências sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil, com foco nas pressões exercidas por Jair Bolsonaro sobre as Forças Armadas. O ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, é uma das testemunhas convocadas.
Militares de alta patente avaliam que o depoimento de Freire Gomes poderá reforçar a posição institucional do Exército, ao desmentir as tentativas de Bolsonaro de envolver os militares em um plano golpista. Durante seu depoimento à Polícia Federal, o general afirmou ter rejeitado as investidas do ex-presidente para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
A cúpula militar acredita que o desgaste das Forças Armadas já ocorreu durante as investigações da PF e que não será intensificado no processo do STF. Os comandantes veem um “confronto de narrativas” entre defesa e acusação, mas destacam que a atual liderança militar apoiou as investigações e a punição dos envolvidos.
Aumento no número de réus
O STF já aceitou denúncias contra 12 militares, excluindo Jair Bolsonaro, e o número pode aumentar para 23, caso a Primeira Turma receba novas denúncias relacionadas ao núcleo militar da tentativa de golpe. O Exército atendeu a pedidos do STF para liberar seis militares da ativa para depoimentos, demonstrando cooperação com a Justiça.
Os membros da caserna reconhecem que a ala militar que apoiava o golpe, incluindo aqueles da reserva, permanece insatisfeita, mas afirmam que isso não influenciará os rumos das instituições. A intimação do ex-comandante Freire Gomes foi formalmente comunicada pelo Exército, que segue colaborando com as investigações.
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