Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ex-comandante do Exército afirma que não houve ordens para movimentação de tropas

Ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, depõe ao STF e nega envolvimento militar em suposta trama golpista de Bolsonaro.

0:00
Carregando...
0:00

O ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, depôs ao Supremo Tribunal Federal sobre uma investigação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e uma suposta trama golpista. Durante o depoimento, Freire Gomes tentou afastar os militares da política, afirmando que apenas ouviram as críticas de Bolsonaro ao sistema eleitoral e não se manifestaram. Ele explicou que a presença dos comandantes das Forças Armadas em uma reunião no Palácio do Planalto, onde Bolsonaro criticou o Tribunal Superior Eleitoral, foi apenas protocolar. O general também comentou sobre a presença de militares no Palácio da Alvorada após as eleições, dizendo que compareciam quando chamados, sem saber a pauta das reuniões. Ele mencionou que Bolsonaro discutiu a possibilidade de prender o ministro Alexandre de Moraes, mas alertou sobre as consequências legais. Freire Gomes negou qualquer solicitação para movimentar tropas e minimizou uma expressão usada pelo ex-ministro da Defesa, afirmando que não deve ser interpretada de forma literal. Ele também falou sobre reuniões semanais no Ministério da Defesa, onde se discutiam questões eleitorais, mas sem intenção de influenciar o processo.

Ao longo de quase duas horas de depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 19, o ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, buscou distanciar os militares da política. Ele foi intimado a depor como testemunha no inquérito que investiga uma suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais de uma dezena de militares.

Durante a videoconferência, Freire Gomes afirmou que os militares apenas ouviram as críticas de Bolsonaro ao sistema eleitoral, sem se manifestar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionou a presença dos comandantes das Forças Armadas em uma reunião no Palácio do Planalto, em julho de 2022, onde Bolsonaro criticou o Tribunal Superior Eleitoral. O general destacou que a participação dos comandantes era protocolar e que não houve manifestação deles.

Freire Gomes minimizou a presença dos militares no Palácio da Alvorada após o segundo turno das eleições, onde, segundo investigações, ocorreram tratativas sobre uma possível reversão da derrota de Bolsonaro. Ele afirmou que os militares compareciam quando chamados, sem saber previamente a pauta das reuniões. O general também mencionou que o ex-presidente apresentou propostas como a decretação de Garantia da Lei e da Ordem, mas ressaltou que não era um problema militar.

Em um momento do depoimento, Freire Gomes admitiu que entre as medidas discutidas estava a prisão do ministro Alexandre de Moraes, mas alertou Bolsonaro sobre as implicações jurídicas de tal ação. Ao ser questionado sobre movimentação de tropas, o ex-comandante negou qualquer solicitação nesse sentido.

Além disso, Freire Gomes tentou minimizar a expressão utilizada pelo ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, que se referiu à pasta como estando na “linha de contato com o inimigo”. O general afirmou que tal expressão é comum no meio militar e não deve ser interpretada literalmente. Ele também mencionou reuniões semanais no Ministério da Defesa, onde se discutiam questões eleitorais, mas sem intenção de influenciar o processo.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais