Um ex-coordenador da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Adiel Pereira Alcântara, declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que houve ordens para a PRF “tomar um lado” nas eleições de 2022, dificultando o transporte de eleitores de Lula na região Nordeste. Ele afirmou que essa orientação veio do então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, e criticou a criação de uma “polícia de governo” em vez de uma “polícia de estado”. A denúncia aponta que Vasques e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, se reuniram para usar recursos que dificultaram o acesso dos eleitores de Lula, que teve uma votação alta na região. O caso envolve oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, e faz parte de uma investigação sobre um suposto plano golpista durante as eleições. As audiências estão em andamento, com testemunhas respondendo a perguntas do juiz e da Procuradoria-Geral da República.
Um ex-coordenador da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelou, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que houve ordens para “tomar um lado” nas eleições de 2022. Adiel Pereira Alcântara afirmou que bloqueios de ônibus e vans foram direcionados na região Nordeste para dificultar o deslocamento de eleitores de Lula.
Durante seu testemunho, Alcântara mencionou que a orientação partiu do então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques. Ele destacou que “estava na hora da PRF tomar lado”, referindo-se a uma determinação que considerou estranha. O ex-coordenador criticou a postura de Vasques, afirmando que ele “estava criando uma polícia de governo e não de estado”, o que prejudicava a imagem da PRF.
A denúncia que resultou na ação penal alega que Vasques e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, se reuniram e utilizaram recursos para dificultar o acesso de eleitores do presidente Lula, que obteve uma votação expressiva na região. O processo envolve oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros ex-ministros.
As audiências estão em andamento e as testemunhas respondem a perguntas do juiz e da Procuradoria-Geral da República. O caso faz parte de uma investigação mais ampla sobre um suposto plano golpista que teria sido articulado durante o período eleitoral.
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