Antonio Maíllo, coordenador da Izquierda Unida, defende que o governo deve continuar até 2027 e critica o aumento do gasto militar, propondo um modelo de segurança que priorize investimentos sociais. Ele afirma que a segurança não vem do armamento, mas de políticas que garantam serviços básicos, como transporte e moradia. Maíllo também mencionou a necessidade de um debate interno sobre a permanência da IU no governo, especialmente em relação a contratos de armamento com Israel. Ele acredita que a IU deve ter um papel ativo nas decisões do governo e que a coalizão deve ser forte o suficiente para evitar que a direita ganhe espaço. Além disso, ele destacou a importância de um processo democrático para escolher candidatos, sem imposições, e que a unidade entre as forças de esquerda é essencial para enfrentar a situação política atual.
Antonio Maíllo, coordenador federal de Izquierda Unida (IU), defendeu a continuidade do governo até 2027, destacando a necessidade de um modelo de segurança que priorize investimentos sociais. Ele criticou o aumento do gasto militar e propôs um debate interno sobre a permanência da IU no Executivo.
Durante uma coletiva em Córdoba, Maíllo respondeu a críticas de Podemos e reafirmou que a IU não é um “ator secundário” no governo. Ele enfatizou que a política de segurança deve garantir condições básicas para a população, como moradia e salários dignos, e não ser baseada em uma escalada militar.
Maíllo também abordou a questão da política de habitação, considerada crucial para o sucesso da legislatura. Ele alertou que, sem melhorias nesse setor até 2025, a renovação do governo poderá ser difícil. O coordenador da IU destacou que o rearme não é compatível com a segurança e que os recursos devem ser direcionados para as necessidades da classe trabalhadora.
Recentemente, a IU ameaçou deixar o governo caso não fosse cancelado um contrato com Israel para a compra de munições. Maíllo afirmou que a IU irá discutir essa questão em todas as esferas onde está presente e organizar mobilizações para pressionar por mudanças. Ele reiterou que a IU busca um sistema de segurança alternativo baseado na cooperação.
O coordenador também comentou sobre a relação com Podemos, afirmando que a IU não se deixará levar por pressões externas e que a organização está focada em construir um projeto político sólido. Ele mencionou a importância de um processo de primárias para escolher candidatos e reforçou que a IU não irá contribuir para a desestabilização do governo atual, que poderia resultar em um retorno da direita ao poder.
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