Lesly Ochoa, uma bailarina mexicana, denunciou o promotor musical Nacho Cano por violar direitos trabalhistas, alegando que trabalhou sem visto e em condições ruins no musical “Malinche”. Após o caso ser arquivado pela Audiencia Provincial de Madrid, Ochoa e seu advogado pedem a reabertura da investigação, citando possíveis casos de “detenção ilegal”. Eles apresentaram novas gravações que mostram abusos e restrições de liberdade. Ochoa relatou que, durante seu trabalho, enfrentou condições difíceis, como alojamento em quartos compartilhados, alimentação limitada e longas jornadas de trabalho. Ela também mencionou que, ao tentar se comunicar com sua mãe sobre a situação, foi impedida. O advogado de Ochoa solicita que o caso seja reavaliado para investigar essas alegações de detenção ilegal.
Lesly Ochoa, bailarina mexicana de 28 anos, denunciou o promotor musical Nacho Cano por supostas violações dos direitos trabalhistas, incluindo trabalho sem visto e condições precárias em seu musical “Malinche”. Após o arquivamento do caso pela Audiencia Provincial de Madrid, Ochoa e seu advogado, Alfredo Arrién, pedem a reabertura da investigação.
O pedido de reabertura se baseia na alegação de possível “detenção ilegal”. Para sustentar a solicitação, foram apresentadas novas gravações que documentam abusos e restrições de liberdade. As gravações foram feitas antes da denúncia, em janeiro de 2024, e mostram situações de controle sobre a bailarina.
A Audiencia havia arquivado o caso em abril, considerando a investigação “prospectiva” e “sem base penal”. Ochoa relatou que, ao expressar seu descontentamento com as condições de trabalho, enfrentou situações de confinamento. As gravações incluem interações com membros da equipe de “Malinche” e um segurança que a impediu de sair, supostamente a mando de Roxana Drexel, diretora de operações do espetáculo.
Ochoa também forneceu à polícia evidências como itinerários e mensagens de WhatsApp. Ela afirmou que os bailarinos compartilhavam quartos e recebiam apenas R$ 10,00 por dia para alimentação, além de uma paga mensal de R$ 300,00, que depois aumentou para R$ 500,00. O trabalho era intenso, com ensaios de segunda a sábado, e os bailarinos eram incentivados a trabalhar em um bar após as apresentações para aumentar a renda.
O advogado de Ochoa solicita a nulidade do arquivamento e a reabertura do caso, argumentando que as novas evidências merecem investigação. A bailarina, que permanece em Madrid como solicitante de asilo, continua a relatar o tratamento inadequado recebido da equipe de produção.
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