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María Matienzo denuncia racismo e homofobia no exílio e luta pelos direitos humanos em Cuba

María de los Ángeles Matienzo Puerto, jornalista cubana em exílio, denuncia abusos contra mulheres encarceradas e luta por direitos humanos.

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María de los Ángeles Matienzo Puerto é uma jornalista e ativista cubana que vive em exílio. Ela enfrentou repressão em Cuba por suas críticas ao racismo e à homofobia. Atualmente, Matienzo continua sua luta pelos direitos humanos, especialmente das mulheres encarceradas em Cuba, denunciando abusos e participando de eventos internacionais, como o CEDAW em 2024. Desde que deixou Cuba, ela tem documentado casos de tortura, falta de atendimento médico e discriminação. Seu trabalho inclui artigos e um documentário sobre prisioneiras políticas, refletindo sua dedicação em trazer à tona a realidade das mulheres em situações de vulnerabilidade no país.

María de los Ángeles Matienzo Puerto, jornalista e ativista cubana, continua sua luta pelos direitos humanos das mulheres encarceradas em Cuba. Atualmente em exílio em Madrid, Matienzo denuncia abusos e participa de espaços multilaterais, como o Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher (CEDAW) em 2024.

Matienzo, de 45 anos, é uma voz ativa contra o racismo e a homofobia em Cuba. Desde sua saída da ilha em 2022, após sofrer repressão, ela tem documentado as condições das mulheres presas, relatando casos de tortura psicológica e discriminação. Seu trabalho inclui a coluna “Mujeres de Alas” na revista feminista independente Alas Tensas.

A ativista destaca que a construção de sua identidade como mulher negra e lésbica foi desafiadora em um ambiente onde as referências afro eram escassas. Ela afirma que, em Cuba, as mulheres negras enfrentam limitações profissionais, sendo frequentemente direcionadas a carreiras como pedagogia ou enfermagem. Matienzo começou sua trajetória no jornalismo em 2003, abordando o racismo na revista cultural La Jiribilla, o que a levou a ser monitorada pelo regime cubano.

Luta pela Liberdade

Após se tornar jornalista independente, Matienzo enfrentou represálias do governo. Sua decisão de se assumir lésbica em 2010 intensificou a pressão social e política sobre ela. Em 2019, a repressão contra o Movimento San Isidro a forçou a deixar Cuba. Desde então, ela tem utilizado sua plataforma para expor as violações de direitos humanos na ilha.

Matienzo também produziu o documentário “Thais”, que narra a história de uma prisioneira política, refletindo seu compromisso com a defesa dos direitos humanos. Sua atuação em fóruns internacionais e na mídia independente a coloca como uma das principais vozes na luta por justiça e igualdade em Cuba.

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