O ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal sobre a acusação de golpe de Estado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele confirmou que se reuniu com Bolsonaro em 7 de dezembro de 2022, onde discutiram um plano que incluía a possibilidade de um golpe. O ministro Alexandre de Moraes questionou Freire Gomes sobre contradições em seu depoimento anterior, ressaltando a importância da verdade. Freire Gomes defendeu sua honestidade, afirmando que nunca mentiria após 50 anos de serviço militar. Durante a reunião, Bolsonaro apresentou uma minuta sugerindo o uso das Forças Armadas para reverter o resultado das eleições. Freire Gomes alertou sobre as consequências legais, mas negou ter ameaçado prender Bolsonaro, o que contradiz o depoimento de outro oficial. Ele também minimizou a participação do comandante da Marinha, afirmando que ele apenas respeitou o presidente. O depoimento é crucial para a denúncia da Procuradoria-Geral da República, que acusa Bolsonaro e outros de tentarem um golpe. As audiências no STF continuarão até 2 de junho, com várias testemunhas. As declarações de Freire Gomes podem afetar a defesa de Bolsonaro, que se declarou inocente e argumenta que discutir ideias não é crime.
O ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 19, no âmbito da ação penal que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a audiência, Freire Gomes confirmou que participou de uma reunião com Bolsonaro em 7 de dezembro de 2022, onde foi discutido um plano que incluía a possibilidade de um golpe.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, confrontou Freire Gomes sobre contradições em seu depoimento anterior à Polícia Federal. Moraes enfatizou a importância da veracidade nas declarações, questionando se o general estava mentindo. Freire Gomes, por sua vez, defendeu sua integridade, afirmando que nunca mentiria após 50 anos de serviço militar.
Detalhes da Reunião
Na reunião mencionada, Bolsonaro apresentou uma minuta que sugeria a utilização das Forças Armadas para reverter o resultado das eleições de 2022. Freire Gomes relatou que alertou o ex-presidente sobre as implicações jurídicas de suas ações, mas negou ter ameaçado prender Bolsonaro, contradizendo o depoimento do brigadeiro Carlos Baptista Júnior.
O general também minimizou a participação do então comandante da Marinha, Almir Garnier, afirmando que ele apenas demonstrou respeito ao presidente, sem conluio. Moraes, no entanto, destacou que as declarações de Freire Gomes à PF eram mais contundentes e exigiu clareza sobre suas afirmações.
Implicações do Depoimento
O depoimento de Freire Gomes é considerado um dos principais elementos da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Bolsonaro e outros sete indivíduos de integrar um “núcleo crucial” na tentativa de golpe. As audiências no STF seguirão até 2 de junho, com a participação de diversas testemunhas.
As revelações feitas por Freire Gomes podem impactar a defesa de Bolsonaro, que já se declarou inocente e argumentou que discutir hipóteses não é crime. O ex-presidente, que acompanhou a audiência virtualmente, continua a ser investigado por suas ações após as eleições, que ameaçaram a democracia brasileira.
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