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MP acusa escritório inglês de abusos na representação de vítimas de Mariana

MPES processa escritórios de advocacia por abusos em contratos que afetam vítimas da tragédia de Mariana, buscando proteger seus direitos.

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O Ministério Público do Estado do Espírito Santo, junto com o Ministério Público Federal e outros órgãos, entrou com uma Ação Civil Pública contra os escritórios Pogust Goodhead e Felipe Hotta Advocacia. A ação é baseada em alegações de que esses escritórios estão usando práticas contratuais abusivas que prejudicam as vítimas do rompimento da barragem de Fundão em Mariana, que aconteceu em 2015. O escritório Pogust Goodhead, que fica na Inglaterra, representa um grupo de vítimas em uma ação contra a BHP, que é acionista da Samarco, responsável pela barragem. O MPES afirma que as práticas do escritório criam incertezas sobre os direitos das vítimas e aponta cláusulas abusivas, como a cobrança de honorários sobre indenizações recebidas no Brasil, mesmo quando o escritório não atuou. Outras cláusulas problemáticas incluem restrições para cancelar contratos e a exigência de pagamento ao escritório mesmo se a ação for desistida. O MPES também critica campanhas que desencorajam as vítimas a aceitarem indenizações no Brasil e menciona a cláusula que determina que disputas sejam resolvidas na Inglaterra, o que não é adequado para as vítimas. A ação pede que as cláusulas abusivas sejam anuladas e que as vítimas possam receber suas indenizações sem penalizações, garantindo assim o direito de escolha e autodeterminação.

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e outros órgãos, protocolou uma Ação Civil Pública contra os escritórios Pogust Goodhead e Felipe Hotta Advocacia. A ação, que busca tutela de urgência, é motivada por alegações de práticas contratuais abusivas que afetam as vítimas do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana em 2015.

O escritório Pogust Goodhead, com sede na Inglaterra, representa um grupo de vítimas em uma ação coletiva contra a BHP, acionista da Samarco, responsável pela barragem. O MPES argumenta que as práticas do escritório geram incertezas sobre os direitos das vítimas e listou cláusulas contratuais consideradas abusivas. Entre elas, destaca-se a cobrança de honorários sobre indenizações obtidas no Brasil, mesmo em casos onde o escritório não atuou.

Práticas Contratuais Abusivas

Outras cláusulas controversas incluem restrições à rescisão contratual e a previsão de pagamento ao escritório mesmo em caso de desistência da ação na Inglaterra. Além disso, o MPES critica campanhas que desaconselham a adesão das vítimas aos programas de indenização no Brasil. A ação também menciona a cláusula de foro exclusivo na Inglaterra, que não condiz com a realidade dos atingidos.

A Ação Civil Pública requer o pagamento de danos morais coletivos e a anulação das cláusulas abusivas nos contratos. O objetivo é garantir que as vítimas possam receber indenizações no Brasil sem penalizações e assegurar o direito à livre escolha e autodeterminação.

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