Partidos de direita radical costumavam atrair mais homens e ser dominados por eles, mas isso está mudando. Mulheres como Giorgia Meloni, da Itália, e Marine Le Pen, da França, estão ganhando destaque. No Brasil, figuras como Michelle Bolsonaro e Damares Alves estão se tornando importantes no bolsonarismo, buscando atrair eleitoras e legitimar ideias conservadoras. Essas mulheres ajudam a suavizar a imagem dos partidos, usando referências ao papel de mãe e esposa. Pesquisas mostram que partidos liderados por mulheres são vistos como mais moderados. Além disso, elas tentam conquistar o voto feminino, como Michelle fez nas eleições de 2022, e buscam mais legitimidade para discutir questões de gênero. Na Europa, líderes como Meloni e Le Pen usam a identidade feminina para promover pautas contra imigrantes, enquanto no Brasil, a direita radical se apropria de valores familiares tradicionais. A presença feminina nesses partidos é vista como uma forma de defender a família e o empoderamento baseado em valores conservadores.
Partidos de direita radical historicamente atraem mais eleitores masculinos e são dominados por homens. No entanto, a ascensão de figuras femininas como Giorgia Meloni e Marine Le Pen tem desafiado essa norma. No Brasil, Michelle Bolsonaro e Damares Alves também estão se destacando, buscando atrair o eleitorado feminino e legitimar pautas conservadoras.
Essas líderes desempenham funções estratégicas. Primeiro, elas suavizam a imagem de seus partidos, apresentando um verniz de moderação. Meloni, por exemplo, se apresenta como “mulher, mãe, italiana e cristã”. Michelle Bolsonaro se descreve como “esposa, mãe e serva do Senhor”, enfatizando valores familiares. Um estudo de Diana Z. O’Brien mostrou que partidos liderados por mulheres são vistos como mais moderados.
Além disso, essas líderes buscam aproximar suas legendas do eleitorado feminino. Na eleição presidencial de dois mil e vinte e dois, Michelle foi considerada essencial para reduzir a rejeição ao marido entre as mulheres. Na França, o partido de Le Pen aumentou seu apoio feminino de 20% para 30% entre as eleições de dois mil e dezenove e dois mil e vinte e quatro.
A presença feminina na direita radical também busca legitimidade para discutir temas de gênero. Michelle Bolsonaro criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um evento, enquanto Damares Alves questionou o silêncio de feministas em casos de agressão. Na Europa, líderes como Meloni e Le Pen utilizam a identidade feminina para reforçar pautas anti-imigrantes, associando homens estrangeiros a crimes de assédio.
No Brasil, a direita radical se enraíza em um ecossistema religioso, defendendo a família tradicional. Esther Solano, socióloga, afirma que a extrema direita se posiciona como guardiã dos valores femininos, promovendo o empoderamento baseado em princípios conservadores. A ex-primeira-dama poderia representar uma base feminina evangélica conservadora, com um arquétipo de mulher empoderada e dona do lar.
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