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Quaquá gera desconforto entre aliados de Lindbergh no grupo do PT no WhatsApp

Washington Quaquá gera polêmica no PT ao defender investigados no caso Marielle Franco e manter acesso a informações da bancada federal.

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Washington Quaquá, que voltou a ser prefeito de Maricá, está causando tensões entre seus antigos colegas na Câmara dos Deputados. Ele permanece no grupo de WhatsApp da bancada federal do PT, o que gera desconforto por permitir que ele tenha acesso a informações internas. A situação se complica com sua candidatura à presidência nacional do PT e a disputa de seu filho, Diego Zeidan, pelo diretório estadual contra Reimont, aliado de Lindbergh Farias. A defesa de Quaquá a irmãos investigados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco gerou críticas, especialmente entre os que defendem os direitos humanos. Na disputa pelo diretório municipal, a oposição ainda não escolheu um candidato único, mas Leonel de Esquerda e Fátima Lima estão se destacando para barrar a vitória de Alberes Lima, apoiado por Quaquá. Outros candidatos à presidência do PT incluem Edinho Silva, Valter Pomar, Romênio Pereira e Rui Falcão, e a disputa promete ser intensa. O GLOBO tentou contato com Quaquá e Lindbergh para comentários.

Quase cinco meses após reassumir a prefeitura de Maricá, Washington Quaquá tem gerado tensões entre seus antigos colegas na Câmara dos Deputados. A polêmica se intensificou devido à sua permanência no grupo de WhatsApp da bancada federal do PT, onde, segundo petistas ligados ao deputado Lindbergh Farias, ele tem acesso a informações privilegiadas.

A situação se agravou com a aproximação das eleições internas do partido, nas quais Quaquá é candidato à presidência nacional do PT. No Rio, seu filho, Diego Zeidan, disputa o comando do diretório estadual contra o deputado federal Reimont, aliado de Lindbergh. A candidatura de Reimont é vista como uma reação ao que seus apoiadores consideram um “pragmatismo excessivo” do grupo de Quaquá.

Um dos pontos mais controversos foi a defesa pública de Quaquá aos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, investigados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. Essa manifestação provocou forte reação interna, especialmente entre setores do PT que atuam em defesa dos direitos humanos e das periferias.

Disputa pelo Diretório Municipal

Na disputa pelo diretório municipal, a oposição ainda não definiu um nome único, mas dois candidatos têm se destacado: Leonel de Esquerda e Fátima Lima. O objetivo do grupo é barrar a vitória de Alberes Lima, que conta com o apoio de Quaquá.

Além de Quaquá, outros candidatos à presidência nacional do PT incluem Edinho Silva, Valter Pomar, Romênio Pereira e Rui Falcão. A disputa interna promete ser acirrada, refletindo as divisões dentro do partido. O GLOBO procurou Quaquá e Lindbergh para comentários, e a reportagem será atualizada caso haja resposta.

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