Donald Trump criticou grandes empresas americanas, como Walmart e Mattel, por planejarem aumentar preços devido a tarifas. Ele pediu ao Walmart que não aumentasse os preços e sugeriu que a empresa absorvesse os custos. Trump também ameaçou a Mattel com tarifas de 100% após a fabricante de brinquedos afirmar que as tarifas afetariam os preços. O CEO da Mattel disse que isso não traria a produção de brinquedos para os EUA, tornando-os caros. Trump respondeu que a empresa não venderia mais brinquedos nos Estados Unidos. Essa situação mostra que, se até o Walmart, que é grande e eficiente, não conseguir evitar repassar custos, outras empresas também podem ser forçadas a aumentar preços, o que pode impactar os consumidores americanos.
O presidente Donald Trump intensificou suas críticas a grandes empresas americanas que planejam aumentar preços devido a tarifas. Após o Walmart anunciar que precisaria elevar alguns preços, Trump exigiu que a empresa revertesse essa decisão. Em uma postagem no Truth Social, ele afirmou que o Walmart deveria “parar de tentar culpar as tarifas” e sugeriu que a empresa “absorvesse” os custos.
Essa não é a primeira vez que Trump se manifesta contra grandes corporações. Em abril, ele já havia criticado a Amazon, que considerou exibir uma taxa adicional de tarifa em sua plataforma. O secretário de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, chamou a ação de “ato hostil e político”. Trump, visivelmente irritado, contatou Jeff Bezos, fundador da Amazon, e a empresa acabou desistindo da ideia.
Recentemente, Trump também ameaçou a Mattel com tarifas de 100% após a fabricante de brinquedos indicar que os custos de tarifas impactariam os preços. O CEO da Mattel, Ynon Kreiz, afirmou que as tarifas não trariam a fabricação de brinquedos para os EUA, pois isso tornaria os produtos inacessíveis. Trump respondeu, afirmando que a empresa não venderia mais brinquedos nos Estados Unidos.
Essas declarações refletem um padrão de Trump, que busca responsabilizar grandes empresas por aumentos de preços, alinhando-se à narrativa populista de “greedflation” de seu antecessor, Joe Biden. O Walmart, que teve lucros significativos no último ano, enfrenta pressão para manter preços baixos, mas seu CEO, Doug McMillon, reconheceu que não seria possível absorver todos os custos das tarifas.
A situação levanta preocupações sobre o impacto das tarifas em outras empresas americanas. Se o Walmart, conhecido por sua escala e eficiência, não conseguir evitar repassar custos, outras marcas, como Home Depot e Target, também podem ser forçadas a aumentar preços. O cenário sugere que aumento de preços é uma realidade iminente para os consumidores americanos, independentemente das pressões políticas.
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