Um agente da Polícia Civil, José Antônio Lourenço, foi morto durante uma operação que investigava fábricas de gelo irregulares na Cidade de Deus e Jacarepaguá. Ele foi atingido por um tiro de um atirador solitário enquanto a equipe tentava acessar uma fábrica com sérias irregularidades. A operação resultou na interdição da fábrica, onde foram encontradas condições de higiene precárias e falta de licença ambiental. O gelo produzido lá abastecia quiosques na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes. Duas pessoas foram levadas para prestar esclarecimentos. A polícia descobriu que muitas fábricas usam água de poços sem autorização e vendem água engarrafada de forma clandestina. A Secretaria de Polícia Civil informou que a maioria das fábricas vistoriadas em 2024 apresentava problemas. Os responsáveis podem enfrentar penas de até 8 anos de prisão por crimes contra a saúde pública.
Agente da Core é morto durante operação contra fábricas de gelo irregulares
Na manhã desta segunda-feira (19), o agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), José Antônio Lourenço, foi morto durante uma operação da Polícia Civil que investiga crimes ambientais e de saúde pública. O incidente ocorreu na Cidade de Deus, onde uma fábrica de gelo irregular foi interditada.
Lourenço foi atingido por um tiro de um atirador solitário, posicionado a uma curta distância, enquanto sua equipe permitia a entrada de policiais e técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na fábrica. O tiro, que acertou a cabeça do agente, partiu de uma seteira, um buraco em muros que permite a passagem de armas.
A operação, chamada Gelo Podre, resultou na interdição de uma unidade na Cidade de Deus e outra em Jacarepaguá. No local, foram encontradas embalagens jogadas no chão, recipientes sujos e a falta de licença ambiental. O gelo produzido abastecia quiosques na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes.
Recompensa e investigações
O Disque Denúncia divulgou um cartaz oferecendo R$ 5 mil por informações que ajudem a localizar os responsáveis pelo crime. Duas pessoas foram levadas para prestar esclarecimentos. As embalagens apreendidas indicavam que o gelo era “próprio para consumo humano”, mas a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) coletou novas amostras para análise.
As investigações revelaram que muitas fábricas utilizavam água de poços sem licença e sem tratamento adequado, além de comercializarem água engarrafada clandestinamente. A Secretaria de Polícia Civil informou que 70% das fábricas de gelo vistoriadas em 2024 apresentaram irregularidades, como excesso de amônia e condições precárias de higiene.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou que algumas empresas se instalam em comunidades controladas por facções criminosas para evitar fiscalizações. Os responsáveis podem enfrentar penas de até oito anos de prisão por crimes contra a saúde pública e relações de consumo.
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