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Alexandre de Moraes adota medida inédita na investigação de trama golpista

Ministro Alexandre de Moraes inova ao permitir que ministros do STF acompanhem depoimentos por videoconferência em ação contra Jair Bolsonaro.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro está enfrentando uma ação penal que pode levá-lo à prisão por uma suposta tentativa de golpe. No primeiro dia de depoimentos, o ministro Alexandre de Moraes permitiu que outros ministros acompanhassem as oitivas por videoconferência, algo inédito no Supremo Tribunal Federal. Durante as três horas de depoimento, Moraes mostrou irritação com o ex-comandante do Exército Freire Gomes. Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin também participaram e puderam fazer perguntas. A imprensa e os advogados não puderam registrar imagens ou áudio, apenas assistiram por um telão. Essa participação dos ministros é rara, mas não é ilegal. Apesar da novidade, Moraes decidiu manter o caso na Primeira Turma, ignorando o desejo de alguns ministros de levar a questão ao plenário.

O primeiro dia de depoimentos na ação penal que pode levar à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcado por um procedimento inédito no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes permitiu que seus colegas de Turma acompanhassem as oitivas por videoconferência, uma prática nunca antes adotada na Corte.

Durante as cerca de três horas de depoimento, Moraes expressou irritação com o ex-comandante do Exército Freire Gomes. Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin participaram da sessão, podendo fazer perguntas às testemunhas. Fux, por exemplo, questionou Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador de inteligência da Polícia Rodoviária Federal, sobre uma reunião relacionada ao processo eleitoral de 2022.

A participação dos ministros é vista como uma forma de demonstrar a relevância do caso, além de buscar a boa vontade do colegiado. No entanto, a imprensa e os advogados foram proibidos de registrar imagens e áudio dos depoimentos, podendo apenas acompanhar as oitivas por um telão no auditório da Primeira Turma.

Historicamente, os depoimentos no STF eram conduzidos por juízes de instrução, com os ministros raramente participando diretamente. O advogado Pierpaolo Bottini destacou que, embora a participação dos ministros seja incomum, não há impedimentos legais para que isso ocorra. Apesar da inovação, Moraes manteve a análise da trama golpista na Primeira Turma, ignorando a insatisfação de uma parte da Corte que desejava que o caso fosse enviado ao plenário.

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