Estudantes da PUC-SP fizeram uma paralisação nesta terça-feira (20) para protestar contra a discriminação racial na universidade. O movimento, liderado pelo coletivo Saravá, pede ações contra o racismo, como um currículo antirracista e um curso de letramento racial para os professores. A reitoria se comprometeu a analisar as denúncias de abuso e preconceito que têm sido frequentes entre os alunos. Um caso marcante envolveu uma aluna que foi acusada de roubo por uma professora e registrou um boletim de ocorrência por injúria racial, mas a solução dada pela universidade não foi satisfatória. Além das questões raciais, os estudantes também pedem políticas de permanência estudantil e a redução do preço do restaurante universitário, que atualmente é de R$ 18,50 por refeição. Eles esperam que a reitoria se comprometa a fazer mudanças significativas para criar um ambiente mais inclusivo. Uma reunião com a reitoria está marcada para a tarde de hoje.
Estudantes da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) realizaram uma paralisação nesta terça-feira (20) para denunciar casos de discriminação racial na instituição. O movimento, liderado pelo coletivo Saravá, exige ações efetivas contra o racismo, incluindo um currículo antirracista e um curso de letramento racial para docentes. A reitoria da universidade se comprometeu a analisar as denúncias apresentadas.
Nos últimos anos, relatos de abuso, assédio e preconceito têm sido frequentes entre os alunos da PUC-SP. O Saravá destaca que a universidade não tem dado respostas satisfatórias às queixas, resultando em um ambiente de repressão e omissão. Os estudantes afirmam que a discriminação se manifesta em diversas situações, como em sala de aula e eventos acadêmicos.
Um dos casos mais emblemáticos envolve uma aluna que, após ser acusada de roubo por uma professora, registrou um boletim de ocorrência por injúria racial. A estudante se sentiu pressionada a relatar o incidente várias vezes a diferentes professores, mas a solução proposta pela universidade não foi satisfatória. A docente envolvida, apesar das denúncias, não foi demitida, o que gerou mais descontentamento entre os alunos.
Demandas dos Estudantes
Além das questões raciais, os estudantes também pedem políticas de permanência estudantil e a redução do preço do restaurante universitário, que atualmente cobra R$ 18,50 por refeição. Durante a paralisação, os alunos esperam que a reitoria se comprometa a implementar mudanças significativas e a garantir um ambiente mais inclusivo e respeitoso para todos. A reunião com a reitoria está agendada para a tarde de hoje.
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