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Baleia Rossi apresenta PEC de renegociação da dívida municipal com novas condições de pagamento

Renegociação da dívida dos municípios avança com proposta de Baleia Rossi, que prevê novos índices de correção e prazos ampliados.

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Baleia Rossi, relator da proposta de renegociação da dívida dos municípios, anunciou que apresentará o relatório no dia 24 de junho, com votação marcada para 1 de julho. Ele espera que a proposta seja aprovada antes do recesso parlamentar em julho. A nova proposta sugere mudanças na correção da dívida, permitindo descontos nos juros e aumentando o prazo de pagamento de 60 para 300 meses. As prefeituras poderão solicitar a redução dos juros se anteciparem o pagamento das dívidas, com diferentes condições de desconto. As dívidas dos municípios com o INSS e o Tesouro Nacional somam cerca de R$ 204 bilhões, enquanto os precatórios e o Regime Próprio de Previdência têm débitos que podem chegar a R$ 150 bilhões.

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de renegociação da dívida dos municípios, Baleia Rossi (MDB-SP), anunciou que apresentará o relatório do projeto no dia 24 de junho, com votação prevista para 1 de julho. A expectativa é que a proposta seja aprovada em plenário antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

Durante as discussões, os deputados ouvirão especialistas, incluindo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, e o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Eduardo Paes (PSD). Rossi destacou a intenção de finalizar a discussão ainda em junho, visando a votação em plenário.

A proposta prevê mudanças significativas na correção da dívida, atualmente atrelada à taxa Selic. A nova abordagem permitirá descontos nos juros, similar ao que foi aplicado aos estados que aderiram ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag). A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sugere que a correção seja feita com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% de juros.

Os municípios poderão solicitar reduções nos juros ao antecipar o pagamento das dívidas. Por exemplo, ao quitar 20% da dívida, os juros seriam cancelados, restando apenas a cobrança do IPCA. Se a antecipação for de 10%, a correção será de IPCA mais 1%, e para 5%, de IPCA mais 2%. Para aqueles que não conseguirem antecipar, a cobrança será de IPCA mais 4%.

As novas regras se aplicarão apenas às dívidas diretas com a União, como as relacionadas ao Regime Geral de Previdência e ao Tesouro Nacional. As dívidas de municípios com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) somam cerca de R$ 200 bilhões, enquanto as com o Tesouro Nacional são de aproximadamente R$ 4 bilhões. As dívidas de precatórios estão em torno de R$ 100 bilhões, e os débitos no Regime Próprio de Previdência podem chegar a R$ 50 bilhões. A proposta também amplia o prazo de pagamento das dívidas de 60 para 300 meses.

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