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Militares contestam no STF acusações de envolvimento em plano golpista

Defesas de acusados no julgamento da PGR contestam provas de envolvimento em atos golpistas, enquanto procuradores destacam gravidade das acusações.

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Durante o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra um grupo de 11 militares e um policial federal, as defesas questionaram a validade das provas apresentadas. Os acusados são investigados por supostas ações antidemocráticas. O advogado de um dos réus, Corrêa Neto, afirmou que as mensagens discutindo uma possível ruptura democrática eram apenas opiniões e não provas de envolvimento em um golpe. Outro advogado, representando o general Estevam Theophilo, destacou que ele foi mencionado em apenas uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro e que não há evidências concretas de sua participação em ações golpistas. As defesas criticaram a delação de Mauro Cid, alegando que um documento chamado “Op Luneta” era apenas um estudo de inteligência. A PGR, por sua vez, afirma que os acusados participaram de ações coercitivas, incluindo um plano para sequestrar o ministro Alexandre de Moraes. Um dos denunciados, o policial federal Wladimir Soares, foi acusado de estar preparado para prender Moraes, mas sua defesa pediu o adiamento do julgamento, o que foi negado. Os advogados insistem que as reuniões entre os oficiais eram apenas confraternizações, enquanto a PGR afirma que os militares pressionaram o Alto Comando do Exército a aderir ao plano golpista. O julgamento continua com as defesas tentando desqualificar as evidências e os procuradores enfatizando a gravidade das acusações.

Durante o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o “núcleo 3” da trama golpista, que envolve 11 militares e um policial federal, as defesas questionaram a validade das provas apresentadas. Os acusados são investigados por supostas ações antidemocráticas.

A defesa de Corrêa Neto, representada pelo advogado Ruyter de Miranda Barcelos, argumentou que o coronel não participou da elaboração de minutas golpistas. Segundo ele, as mensagens que discutiam uma possível ruptura democrática eram apenas opiniões. O advogado afirmou que a “arma do crime aqui é a opinião divergente”.

O general Estevam Theophilo, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres, também teve sua defesa sustentada por Diogo Rodrigues de Carvalho Musy. Ele destacou que o general foi citado em uma única reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro e que não há provas concretas de envolvimento em ações golpistas. Musy afirmou que não existe suporte probatório mínimo para a denúncia.

Contestação das Provas

As defesas alegaram que as provas da PGR são frágeis e baseadas em interpretações equivocadas. O advogado de Hélio Ferreira Lima, Luciano Pereira Alves de Souza, criticou a delação de Mauro Cid, afirmando que o documento “Op Luneta” era apenas um estudo de inteligência, e não um plano de golpe.

A PGR, por sua vez, afirma que os integrantes do núcleo 3 participaram de “ações coercitivas”, incluindo um plano para sequestrar o ministro Alexandre de Moraes. O policial federal Wladimir Soares, um dos denunciados, foi acusado de afirmar que estava “preparado para prender” Moraes, mas sua defesa pediu o adiamento do julgamento, que foi negado.

Acusações e Defesas

Os advogados dos acusados insistem que as reuniões entre os oficiais eram meras “confraternizações”. O tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Junior, também denunciado, teve sua defesa baseada na insuficiência das provas. A PGR, no entanto, sustenta que os militares pressionaram o Alto Comando do Exército a aderir ao plano golpista.

Os desdobramentos do julgamento continuam a ser acompanhados de perto, com as defesas buscando desqualificar as evidências apresentadas e os procuradores insistindo na gravidade das acusações.

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