Leticia Zapeta é uma líder indígena e prefeita de Juchanep, em Totonicapán, Guatemala. Ela defende a liberdade de ex-líderes da comunidade que foram presos e acusados de terrorismo após protestos por direitos indígenas. Totonicapán é conhecida por sua luta histórica contra a corrupção e pela defesa dos direitos de seu povo. Zapeta afirma que a acusação de terrorismo é uma retaliação política, pois a comunidade ajudou a garantir a posse do presidente Bernardo Arévalo, que enfrentou resistência de um grupo poderoso que controla a justiça no país. Durante um festival, líderes indígenas se reuniram para discutir a importância da participação política e a luta por direitos. Zapeta enfatiza que eles não são terroristas, mas buscam respeito e voz nas decisões políticas.
Leticia Zapeta, líder indígena e alcaldesa de Juchanep, defende a liberdade de ex-líderes acusados de terrorismo em Totonicapán, Guatemala. A comunidade se mobiliza para garantir a participação política e o respeito aos direitos indígenas, especialmente após a recente eleição de Bernardo Arévalo.
Zapeta destaca que a luta dos indígenas é histórica e que a comunidade enfrentou repressões severas. Recentemente, Luis Pacheco, ex-presidente do Concejo de alcaldes comunais, e Héctor Chaclán, ex-tesoureiro da organização, foram detidos. Eles protestavam por direitos e são acusados de terrorismo, em um contexto de retaliação por apoiarem a posse de Arévalo.
A região de Totonicapán é conhecida por sua resistência contra a corrupção e pela defesa dos direitos indígenas. A população, que vive a cerca de quatro horas da capital, se organiza para garantir que suas vozes sejam ouvidas. Zapeta afirma: “Estamos enfrentando a criminalização de nossos ex-líderes. Eles não agiram sozinhos, mas em nome da comunidade.”
Durante um festival em Totonicapán, líderes indígenas discutiram a importância da participação política. O evento, promovido pelo escritor nicaraguense Sergio Ramírez, visou dar visibilidade a uma população frequentemente ignorada. “A coalizão de redes de corrupção tenta descarrilar a democracia, mas não terão sucesso,” afirmou o antropólogo Ricardo Sáenz de Tejada.
Zapeta e outros líderes enfatizam que a luta por direitos não é uma questão de terrorismo, mas de dignidade e respeito. “Queremos que nossos direitos sejam respeitados e que possamos participar das decisões políticas,” conclui a líder indígena. A resistência de Totonicapán continua firme, desafiando um sistema que busca silenciar suas vozes.
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