O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que não houve convite do governo Lula para que um representante da China venha ao Brasil discutir a regulação das redes sociais, como o TikTok. Essa afirmação contradiz o que Lula disse durante sua visita a Pequim, onde pediu a Xi Jinping que enviasse um emissário para tratar do assunto. Vieira confirmou que Lula pediu ajuda da primeira-dama Janja para abordar a questão, mas negou convites formais. Janja havia comentado sobre os impactos negativos do TikTok, especialmente para crianças e adolescentes, o que gerou polêmica. Durante um jantar em Pequim, Lula destacou a necessidade de controlar conteúdos impróprios nas redes sociais. Janja se defendeu, afirmando que não vai se calar sobre a violência sexual contra crianças. Vieira ressaltou que é importante regulamentar as plataformas digitais antes de dialogar com a China. Lula também mencionou que questionou Xi sobre a possibilidade de enviar um representante, e o presidente chinês respondeu que o Brasil pode regulamentar as redes sociais, até banindo plataformas se necessário. A intervenção de Janja causou desconforto e um vazamento de informações irritou Lula, que defendeu a participação dela.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta terça-feira (20) que não houve convite do governo Lula para que um representante da China venha ao Brasil discutir a regulação das redes sociais, especialmente o TikTok. Essa declaração contrasta com o que o presidente Lula havia afirmado durante sua visita a Pequim, onde solicitou a Xi Jinping o envio de um emissário para tratar do tema.
Durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, Vieira foi questionado sobre as declarações da primeira-dama Janja sobre o TikTok, que geraram polêmica. O ministro confirmou que Lula pediu a ajuda de Janja para abordar a questão, mas negou a existência de convites formais. “Não houve convite para nenhuma autoridade chinesa vir, isso não há”, declarou.
As críticas de Janja focaram nos impactos negativos da plataforma, especialmente em relação a crianças e adolescentes. Ela mencionou que o algoritmo do TikTok favorece a disseminação de conteúdos prejudiciais. Lula, por sua vez, destacou que foi ele quem levantou a necessidade de regulamentação, e Janja apenas comentou o tema posteriormente.
Polêmica e Críticas
O jantar em Pequim, onde Janja fez suas declarações, gerou desconforto na delegação chinesa. O ministro Vieira, que estava presente, relatou que Lula enfatizou a necessidade de controle sobre conteúdos impróprios nas redes sociais, citando tragédias envolvendo crianças. “Não se pode deixar que em plataformas digitais haja a divulgação de temas de pornografia, pedofilia e desafios perigosos”, afirmou.
Janja se defendeu, afirmando que não se calará sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes. “Não há protocolo que me faça calar”, disse em um evento do Ministério dos Direitos Humanos. Vieira reiterou a importância de regulamentar as plataformas digitais antes de qualquer diálogo com o governo chinês sobre o tema.
Lula também mencionou que questionou Xi sobre a possibilidade de enviar um representante para discutir a situação no Brasil. A resposta do presidente chinês foi que o Brasil tem o direito de regulamentar as redes sociais, podendo até banir a plataforma, se necessário. A intervenção de Janja durante a conversa gerou desconforto e um vazamento da informação irritou Lula, que defendeu a participação da primeira-dama, afirmando que ela não é uma “cidadã de segunda classe”.
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