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Militares recebem orientação de advogados em meio a denúncias de golpe

Advogados de militares envolvidos em denúncias golpistas orientam não comparecer ao julgamento no STF para evitar intimidações. Número de acusados pode saltar de 12 para 23.

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Advogados de militares envolvidos em uma denúncia que será julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que seus clientes não devem comparecer ao tribunal. Eles temem que a presença dos militares possa ser vista como uma forma de intimidar os ministros, especialmente após a visita polêmica de Jair Bolsonaro ao STF em março. Essa visita foi interpretada como uma tentativa de pressionar os juízes. Atualmente, 12 militares já enfrentam acusações, e esse número pode subir para 23 se a nova denúncia for aceita. O caso envolve 11 militares e um policial federal, que são acusados de planejar ações violentas contra autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República afirma que esse grupo tentava monitorar e neutralizar autoridades e pressionar o Exército para realizar um golpe. A decisão do STF pode ter um grande impacto no número de militares processados.

Advogados de militares envolvidos em uma denúncia que será analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (20) orientaram seus clientes a não comparecerem ao julgamento. A decisão visa evitar interpretações de intimidação aos ministros, especialmente após a visita polêmica de Jair Bolsonaro ao tribunal em março.

A presença de Bolsonaro, que assistiu ao julgamento da denúncia do “núcleo crucial” da trama golpista, foi vista como uma tentativa de constranger os magistrados. Fontes próximas aos acusados afirmam que a estratégia dos advogados é evitar repetir esse erro, já que qualquer ato que possa ser interpretado como provocação pode prejudicar a defesa.

Atualmente, 12 militares já enfrentam denúncias aceitas pelo STF, e o número pode aumentar para 23 se a Primeira Turma decidir receber a nova denúncia contra o chamado núcleo militar da intentona golpista. O julgamento envolve 11 militares da ativa e da reserva, além do policial federal Wladimir Matos Soares, acusados de tramarem ações violentas contra autoridades, incluindo o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que o grupo liderava ações para monitorar e neutralizar autoridades públicas, além de tentar pressionar o Alto Comando do Exército para concretizar o golpe. A expectativa é que a decisão do STF nesta terça-feira tenha um impacto significativo no número de militares processados.

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