Nesta quarta-feira, equipes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania vão ao Cemitério de Ricardo de Albuquerque, no Rio de Janeiro, para examinar restos mortais e tentar identificar 15 desaparecidos políticos da Ditadura Militar. Essa visita faz parte de um trabalho que começou em 2017 para localizar corpos de pessoas desaparecidas. O ministério também vai coletar material para exames de DNA. No cemitério, há um monumento em homenagem às vítimas, onde antes havia uma vala com ossadas. A agenda do ministério inclui uma audiência pública no dia seguinte para discutir os trabalhos da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e entregar certidões de óbito retificadas a familiares das vítimas. A ministra Macaé Evaristo estará presente. Além disso, na sexta-feira, haverá uma reunião da comissão no Arquivo Nacional.
Equipes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania visitarão o Cemitério de Ricardo de Albuquerque nesta quarta-feira (21). O objetivo é diagnosticar as condições de restos mortais e identificar 15 desaparecidos políticos da Ditadura Militar. A ação é parte de um esforço contínuo iniciado em 2017 para localizar e identificar corpos de vítimas da repressão.
Durante a visita, será coletado material para exames de DNA. A equipe contará com integrantes da Equipe de Identificação de Mortos e Desaparecidos Políticos (EIMDP) e da Coordenação-Geral de Políticas de Memória e Verdade. O cemitério, administrado pela concessionária Reviver, é um dos locais prioritários do ministério devido à sua ligação com o período de repressão.
Atividades Programadas
O Cemitério de Ricardo de Albuquerque abriga o Monumento Tortura Nunca Mais, erguido onde antes havia uma vala com ossadas de vítimas. A agenda do ministério inclui uma audiência pública na quinta-feira (22), às 16h, no Auditório do Arquivo Nacional, no centro do Rio. O evento promoverá um diálogo entre a sociedade civil e autoridades sobre os trabalhos da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP).
Além disso, será apresentado um plano de atividades com base nas constatações obtidas durante as diligências. Uma cerimônia também entregará certidões de óbito retificadas a parentes de vítimas da Ditadura. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, participará das atividades. Na sexta-feira (23), ocorrerá a 4ª Reunião Ordinária da CEMDP, também no Arquivo Nacional.
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