O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a tentativa de golpe de Estado no Brasil já é um crime consumado. Ele comentou sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra 12 pessoas, incluindo militares e um policial federal, por ações coercitivas. Moraes destacou que, mesmo que o golpe não tenha sido bem-sucedido, a tentativa já caracteriza um crime. O grupo investigado, chamado de “núcleo 3”, é acusado de planejar ações contra autoridades, incluindo um suposto plano de sequestro do próprio ministro. Entre os denunciados está o general da reserva Estevam Theophilo, que teria coordenado ações do grupo, e o policial federal Wladimir Soares, que foi gravado dizendo que estava “preparado para prender” Moraes. A defesa de Soares tentou adiar o julgamento, mas o pedido foi negado. A PGR revelou que Soares e outros militares monitoraram e tentaram neutralizar autoridades públicas, pressionando o Alto Comando do Exército a apoiar o plano golpista. Moraes também comentou sobre declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro, que sugeriu que as Forças Armadas deveriam decidir o futuro do país após as eleições, afirmando que isso não é papel das Forças Armadas, que devem respeitar o resultado democrático.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso da tentativa de golpe de Estado no Brasil, declarou que o ato já configura um crime consumado. Em sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes afirmou que houve um atentado contra a democracia nos últimos meses de 2022. Ele analisou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 12 suspeitos, incluindo militares e um policial federal, por ações coercitivas.
Durante a audiência, Moraes destacou que, mesmo que o golpe não tenha se consumado, a execução já caracteriza um crime. Ele ironizou a situação, afirmando que, se o golpe tivesse sido bem-sucedido, o STF não estaria julgando os fatos. O grupo investigado, conhecido como “núcleo 3”, é acusado de planejar ações contra autoridades, incluindo um suposto plano de sequestro do próprio ministro.
Entre os denunciados está o general da reserva Estevam Theophilo, que teria coordenado o emprego das forças terrestres conforme diretrizes do grupo. O policial federal Wladimir Soares, por sua vez, foi citado em áudios apresentados pela Polícia Federal, onde afirmava estar “preparado para prender” Moraes. A defesa de Soares tentou adiar o julgamento, mas o pedido foi negado.
Ações e Pressões
A PGR identificou que Soares e outros militares lideraram ações para monitorar e neutralizar autoridades públicas. O grupo, que inclui sete militares, é acusado de pressionar o Alto Comando do Exército a apoiar o plano golpista. Moraes também comentou sobre declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro, que sugeriu que as Forças Armadas deveriam decidir sobre o futuro do país após as eleições. Para o ministro, as Forças Armadas não têm que decidir nada após um pleito eleitoral, reiterando a importância do respeito ao resultado democrático.
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