O Supremo Tribunal Federal está analisando uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra 12 pessoas, incluindo 11 militares e um policial federal, por envolvimento em uma suposta trama golpista. Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes fez críticas aos apelidos que os acusados lhe deram e à falta de educação deles, mencionando palavrões nas conversas analisadas. Ele também se referiu ao coronel Márcio Nunes de Resende Júnior, que questionou a coragem dos militares em relação a Moraes. O ministro ainda comentou sobre as alegações de suspeição feitas pelas defesas, afirmando que, se o golpe tivesse acontecido, ele não seria o relator do caso. Moraes também falou sobre Paulo Figueiredo, que está foragido e tem um decreto de prisão preventiva, dizendo que ele atenta contra a democracia sem ter coragem de viver no Brasil. O STF já tornou réus outros 21 acusados que fazem parte de diferentes núcleos da mesma organização criminosa, e o julgamento continua com a expectativa de novos desdobramentos.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 12 indivíduos, incluindo 11 militares e um policial federal, está em andamento. Os acusados são parte do chamado “núcleo 3” de uma suposta trama golpista.
Durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes fez ironias sobre os apelidos que os acusados lhe atribuíram, como “cabeça de ovo” e “professora”. Ele leu um trecho da denúncia em que o coronel do Exército Márcio Nunes de Resende Júnior questiona a coragem dos militares ao se referir a Moraes. O ministro também destacou a falta de educação dos militares, mencionando o uso de palavrões nas conversas analisadas.
Moraes criticou as alegações de suspeição feitas pelas defesas, afirmando que, se o golpe tivesse ocorrido, ele não seria o relator do caso. Ele ainda fez uma referência a “kids pretos”, sugerindo que a análise de sua suspeição seria feita por outros, caso o golpe tivesse sido consumado.
O ministro também se dirigiu ao acusado Paulo Figueiredo, que está foragido e possui um decreto de prisão preventiva. Moraes afirmou que Figueiredo, neto do último presidente durante o regime militar, “atenta contra a democracia do Brasil sem ter coragem de viver no país”.
O STF já tornou réus outros 21 acusados de participar da trama golpista, que pertencem a diferentes núcleos da organização criminosa. O julgamento continua, com a expectativa de desdobramentos significativos nas próximas sessões.
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