Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar brasileira, pode ser julgado à revelia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por não ter apresentado defesa em um caso de incitação a um golpe de Estado em 2022. Ele mora nos Estados Unidos e a Defensoria Pública não conseguiu contato com ele. Figueiredo é o único integrante do núcleo 5 da trama golpista e, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria usado sua influência na mídia para pressionar os militares a apoiar o golpe. A PGR alega que ele ajudou a criar um ambiente favorável à intervenção armada, retratando opositores como desertores. Após ser denunciado, Figueiredo ironizou a situação nas redes sociais. O STF começou a julgar outros acusados na mesma trama, que envolve um plano para matar o presidente Lula e o vice-presidente Alckmin.
Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar brasileira, João Baptista Figueiredo, pode ser julgado à revelia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitar militares a um golpe de Estado em 2022. Residente nos Estados Unidos, ele não apresentou defesa e a Defensoria Pública não conseguiu contatá-lo.
O STF ainda não marcou uma data para analisar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de pressionar o comando do Exército a aderir ao golpe. Figueiredo é o único integrante do núcleo 5 da trama golpista, separado dos demais para não atrasar o julgamento dos outros acusados. A PGR afirma que ele recebeu uma carta dos golpistas para mobilizar os militares.
A acusação destaca que Figueiredo usou sua influência na mídia para criar um ambiente favorável à intervenção militar, retratando dissidentes como desertores. Após a denúncia, ele ironizou a situação em uma rede social, afirmando estar “honrado” por estar ao lado de “patriotas”. A Defensoria Pública da União (DPU) foi designada para defendê-lo, mas desistiu por não conseguir contato.
Nesta terça-feira, o STF começou a julgar outros doze acusados, incluindo militares e um policial federal, envolvidos em um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, ainda não decidiu sobre a suspensão dos prazos processuais para Figueiredo. Se não responder às intimações, ele poderá ser o primeiro réu a ser julgado sem defesa no contexto da trama golpista.
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