Sobreviventes de abusos sexuais por clérigos pedem ao novo papa, Leo XIV, uma política global de tolerância zero. Eles criticam sua atuação em casos de abuso, especialmente em Chicago e no Peru, onde as investigações foram consideradas fracas. A Survivors Network of those Abused by Priests (SNAP) destacou casos de padres acusados em vários países e pediu mais transparência da Igreja. Embora Leo XIV não tenha sido acusado de abuso, defensores das vítimas afirmam que ele deveria ter tomado medidas mais firmes contra os acusados. Um caso específico envolve um padre que, após deixar a Igreja, trabalhou em um aquário, onde as alegações de abuso não foram conhecidas até anos depois. SNAP também mencionou a falta de ação em um caso no Peru, onde três mulheres acusaram padres de abuso, mas a investigação foi encerrada sem conclusão. Os críticos afirmam que Leo XIV e seus predecessores não impuseram uma política de remoção permanente de padres acusados, que já é aplicada nos Estados Unidos.
Sobreviventes de abusos sexuais clamam por política de tolerância zero na Igreja Católica
CHICAGO — Sobreviventes de abusos sexuais cometidos por clérigos intensificaram, nesta terça-feira, os pedidos por uma política global de tolerância zero na Igreja Católica. As críticas se concentram na atuação do novo papa, Leo XIV, especialmente em relação à sua gestão em Chicago e no Peru, onde investigações foram consideradas insuficientes.
A Survivors Network of those Abused by Priests (SNAP) destacou casos de abuso envolvendo padres de Chicago e outras regiões, como Peru, Colômbia, Canadá e Austrália. A organização pede não apenas uma política de tolerância zero, mas também a criação de uma comissão global de verdade, reparações para sobreviventes e medidas de transparência na Igreja. O presidente da SNAP, Shaun Dougherty, expressou esperança de que o papa tome as decisões corretas, afirmando que “ele precisará da pressão”.
Críticas à gestão de Leo XIV
Embora não haja acusações diretas contra Leo XIV por encobrir abusos, defensores das vítimas afirmam que ele deveria ter agido mais rapidamente e de forma mais decisiva em relação aos padres acusados. A SNAP tem reunido evidências sobre como a Igreja tem protegido abusadores, incluindo comunicações internas sobre casos em Chicago.
Um dos casos citados envolve um padre que, após deixar a Igreja em mil novecentos e noventa e três, trabalhou como guia no Shedd Aquarium em Chicago, onde permaneceu por quase uma década antes que as alegações de abuso fossem reveladas. A SNAP argumenta que Leo XIV, em sua posição anterior, deveria ter tomado medidas mais rigorosas.
Investigações em andamento
A SNAP também mencionou um caso na Diocese de Chiclayo, no Peru, onde, sob a liderança de Prevost, três mulheres denunciaram abusos em dois padres. Embora o caso tenha sido encaminhado ao Vaticano, ele foi encerrado sem conclusão. Após a saída de Prevost, a investigação foi reaberta, mas críticos afirmam que ele não investigou adequadamente.
As alegações contra Leo XIV e sua gestão em várias dioceses levantam questões sobre a responsabilidade da Igreja em lidar com abusos. A pressão por mudanças continua a crescer, enquanto sobreviventes buscam justiça e reconhecimento.
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