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Ex-chefe da FAB revela esforços para conter radicalismos no governo Bolsonaro

Tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior depõe ao STF e revela esforços para moderar a radicalização política durante governo Bolsonaro.

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O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica, depôs ao Supremo Tribunal Federal sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que tentou moderar a radicalização política durante o governo de Jair Bolsonaro. Baptista Júnior participou de reuniões com o procurador-geral da República e destacou que os líderes militares e o ministro da Defesa buscavam acalmar a situação política, evitando mais polarização. Ele ressaltou a importância de manter a estabilidade em um período de tensões sociais e políticas. O depoimento faz parte das investigações sobre as invasões em Brasília, que foram condenadas pela sociedade e pela comunidade internacional.

O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica, depôs nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe que resultou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Em seu testemunho, ele destacou que sempre buscou moderar a radicalização política durante o governo de Jair Bolsonaro.

Durante o depoimento, Baptista Júnior afirmou que participou de diversas reuniões com o procurador-geral da República, Augusto Aras, e que a postura dos comandantes militares e do então ministro da Defesa era de acalmar a conjuntura política. O tenente-brigadeiro enfatizou que o objetivo era evitar um ambiente ainda mais polarizado e conturbado.

“Sempre trabalhamos para que a conjuntura fosse menos radical do que estava na época,” declarou o militar, ressaltando a importância de manter a estabilidade durante um período marcado por tensões sociais e políticas. O depoimento ocorre em um contexto de investigações sobre os eventos que levaram à invasão de prédios públicos em Brasília.

A atuação de Baptista Júnior reflete a preocupação de setores das Forças Armadas com a escalada de conflitos políticos. O julgamento no STF busca esclarecer as responsabilidades e as ações que culminaram nos atos de janeiro, que foram amplamente condenados pela sociedade e pela comunidade internacional.

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