Samir Xaud, que está prestes a ser presidente da CBF, enfrenta problemas legais com a Fazenda Paraíso Perdido, em Roraima. Ele diz que é dono da fazenda desde 2008, mas há questões de grilagem e conflitos de terra. Recentemente, a Fundação Estadual do Meio Ambiente cancelou o Cadastro Ambiental Rural da fazenda, que invade uma área de proteção ambiental chamada Reserva Itapará-Boiaçu, criada em 2006. Documentos mostram que há uma diferença de 13 anos entre a data que Xaud afirma ter a posse e o registro oficial. Em 2020, a Prefeitura de Rorainópolis reconheceu Xaud como “detentor” da fazenda, que tem 1.349 hectares, mas ele só registrou a escritura em 2021. A defesa de Xaud nega a propriedade e diz que ele não sabia de processos sobre a área. Em abril de 2023, um parecer cancelou o cadastro de vários imóveis que invadiam áreas de conservação, incluindo a fazenda dele. O Incra confirmou que há um cadastro em nome de Xaud, mas a situação da terra ainda é incerta, mostrando a tensão entre interesses privados e a proteção ambiental na região.
Samir Xaud, dirigente que está prestes a assumir a presidência da CBF, enfrenta complicações legais relacionadas à Fazenda Paraíso Perdido, em Roraima. Desde 2008, ele alega ser o proprietário da área, mas a situação se complica devido a questões de grilagem e conflitos fundiários.
Recentemente, a Fundação Estadual do Meio Ambiente determinou o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) da fazenda, que se sobrepõe a uma área de proteção ambiental. O parecer técnico da fundação identificou que a Fazenda Paraíso Perdido invade a Reserva Itapará-Boiaçu, criada em 2006, antes mesmo da alegada posse de Xaud.
Documentos revelam uma discrepância de 13 anos entre a data de posse e o registro em cartório. Em dezembro de 2020, a Prefeitura de Rorainópolis reconheceu Xaud como “detentor da Fazenda Paraíso Perdido”, que possui 1.349 hectares. Contudo, ele registrou a escritura de posse apenas em março de 2021, afirmando ter a posse desde maio de 2008.
Questões Legais
A defesa de Xaud, por meio de seus advogados, negou a propriedade da fazenda e alegou desconhecimento sobre processos relacionados à área. Em abril de 2023, um parecer da FEMARH-RR cancelou o CAR de 617 imóveis que invadiam áreas de conservação, incluindo a Fazenda Paraíso Perdido.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) confirmou a existência de cadastro em nome de Xaud, mas a situação fundiária permanece indefinida. A complexidade do caso reflete a tensão entre interesses privados e a proteção ambiental na região, destacando os desafios enfrentados por Xaud em sua trajetória rumo à presidência da CBF.
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