O governo da Argentina dissolveu a comissão que investigava o suposto esquema de fraude com a criptomoeda $Libra, promovida pelo presidente Javier Milei. Essa comissão foi criada em fevereiro, após o escândalo que surgiu quando Milei anunciou a criptomoeda em suas redes sociais. O valor da $Libra subiu rapidamente, mas colapsou logo depois, causando grandes perdas a muitos investidores. O governo alegou que a comissão cumpriu sua tarefa, mas não apresentou resultados. A oposição criticou a decisão e planeja continuar a investigação no Congresso. Enquanto isso, o caso segue sendo analisado pela Justiça na Argentina e nos Estados Unidos, onde uma ação coletiva está em andamento. A dissolução da comissão gerou desconfiança, com opositores afirmando que o governo quer proteger Milei e seus aliados de uma investigação mais profunda.
O governo argentino dissolveu a comissão investigativa da criptomoeda $Libra, promovida pelo presidente Javier Milei, após três meses de apurações. O decreto foi publicado no Diário Oficial na terça-feira (20), alegando que a unidade cumpriu sua tarefa. A dissolução ocorre em meio a críticas da oposição, que busca avançar com investigações no Congresso.
A comissão foi criada em fevereiro, após o colapso da $Libra, que causou perdas milionárias a investidores. A criptomoeda, inicialmente promovida por Milei, viu seu valor disparar de US$ 0,01 para US$ 5 antes de desabar. A suspeita é que alguns investidores tenham se beneficiado de informações privilegiadas para vender suas participações antes da queda.
O decreto não apresentou resultados da investigação e limitou-se a afirmar que a tarefa da unidade foi concluída. A oposição, incluindo deputados do Frente de Esquerda e da União Cívica Radical, criticou a medida, alegando que visa garantir a impunidade de Milei. Eles pretendem convocar uma sessão no Congresso para retomar as investigações.
Enquanto isso, o caso continua sob análise judicial na Argentina e nos Estados Unidos. Uma ação coletiva relacionada à $Libra foi unificada com outra investigação sobre um criptoativo, envolvendo o empresário Hayden Mark Davis e outros. A Justiça argentina também solicitou dados ao Banco Central sobre operações financeiras ligadas a Milei e sua irmã, Karina Milei.
O escândalo da $Libra gerou um impacto significativo, com perdas estimadas em US$ 4 bilhões em poucas horas. Especialistas apontam que a operação se assemelha a um esquema de “tapete puxado”, onde o valor da criptomoeda foi artificialmente inflacionado antes de um colapso rápido.
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