Durante um voo da Latam, Paloma Alecrim, uma atriz cadeirante com ELA, passou por uma situação difícil. Ela não conseguiu usar o banheiro acessível porque estava trancado. Ao pedir ajuda, a comissária respondeu de forma desrespeitosa, sugerindo que ela fizesse suas necessidades no chão. Após seis horas de voo, Paloma precisou trocar a fralda, mas a chave do banheiro não foi encontrada. Outros passageiros a ajudaram, já que a tripulação não ofereceu apoio. Para se limpar, Paloma e seu cuidador improvisaram com água e guardanapos. A Latam está investigando o caso e pode enfrentar uma ação judicial, pois o advogado de Paloma busca uma reparação moral e uma retratação pública da empresa. Ele também está coletando provas e testemunhas para fortalecer o caso. A Latam se comprometeu a dar um retorno em até cinco dias.
No dia 18 de abril, durante um voo da Latam, a atriz e produtora cultural Paloma Alecrim, 29, que é cadeirante e diagnosticada com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), enfrentou uma situação constrangedora. Ela foi impedida de utilizar o banheiro acessível, que estava trancado. Ao solicitar ajuda, Paloma recebeu uma resposta desrespeitosa da comissária: “Então caga no chão”.
A situação se agravou quando, após seis horas de voo, Paloma precisou trocar a fralda. A chave do banheiro acessível não foi encontrada pela funcionária da Latam. Paloma relatou que a tripulação parecia mais preocupada com as cortinas da classe executiva do que com seu bem-estar. “Outros passageiros me ajudaram, pois a tripulação não ofereceu apoio suficiente”, afirmou.
A higiene foi improvisada. Paloma e seu cuidador utilizaram água da cozinha e guardanapos para lidar com a situação. A atriz explicou que o banheiro acessível não é fixo, mas montado conforme a necessidade. No voo de ida, ela havia usado o banheiro normalmente, mas a chave do compartimento onde a estrutura é guardada estava desaparecida.
A Latam Airlines Brasil informou que está apurando o ocorrido e que um posicionamento será divulgado em breve. O advogado de Paloma, Jorge Luiz dos Santos Jr., afirmou que busca não apenas uma reparação moral, mas também uma retratação pública da empresa. Ele destacou a importância de dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por pessoas com ELA e neurodivergentes.
O advogado também mencionou que, caso as tratativas não avancem, já estão prontos para acionar o judiciário. “Estamos coletando provas e testemunhas para fortalecer o caso”, disse. A Latam se comprometeu a apresentar uma análise do caso em até cinco dias.
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