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OAB do Paraná solicita ao CNJ reabertura de debate sobre transparência em eventos de magistrados

OAB do Paraná pede reabertura do debate sobre a participação de magistrados em eventos privados, visando mais transparência e controle.

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Conselheiros da OAB no Paraná decidiram pedir à OAB Nacional que reabra o debate sobre a participação de juízes em eventos patrocinados por empresas privadas. Eles querem mais transparência sobre a presença de magistrados em seminários, como o que aconteceu recentemente em Madri, onde se reuniram ministros de tribunais superiores. A proposta também inclui a discussão sobre aulas dadas por juízes, que muitas vezes são bem pagas. O CNJ já havia discutido o tema em 2023, mas rejeitou uma proposta de resolução sobre transparência e conflitos de interesse. A nova solicitação da OAB do Paraná será enviada à sede da OAB em Brasília para que o CNJ reconsidere o assunto.

Conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná aprovaram um pedido para que a OAB Nacional reabra o debate sobre a transparência na participação de magistrados em eventos privados. A proposta surge após um seminário em Madri que reuniu 20 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outros tribunais.

O objetivo é que a OAB Nacional atue junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para promover maior controle sobre a presença de juízes, desembargadores e ministros em eventos patrocinados por entidades privadas. A demanda também abrange aulas lecionadas por magistrados, que frequentemente são remuneradas com valores elevados.

A discussão sobre a participação de magistrados em eventos privados não é nova. Em 2023, o CNJ já havia analisado o tema, mas rejeitou uma proposta de resolução que visava aumentar a transparência e evitar conflitos de interesse. A minuta da proposta está parada em uma das comissões do CNJ há mais de um ano.

O pedido da OAB do Paraná destaca um “cenário de inquietação pública” sobre a atuação de magistrados em eventos com patrocínio privado. A seccional paranaense espera que a OAB Nacional leve a questão ao CNJ, reabrindo o debate sobre a necessidade de regulamentação e controle institucional.

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