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Partido Verde aciona STF contra lei de Rondônia que regulariza ocupações irregulares na Resex Jaci-Paraná

Partido Verde e Ministério Público de Rondônia contestam lei que regulariza ocupações na Reserva Jaci-Paraná, alegando inconstitucionalidade e retrocesso ambiental.

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O Partido Verde (PV) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei Complementar nº 1.274/2025, que regulariza a presença de pessoas na Reserva Extrativista Jaci-Paraná, em Rondônia. O PV argumenta que a lei perdoa multas por crimes ambientais e cancela processos judiciais, o que, segundo eles, é inconstitucional, pois legislar sobre proteção ambiental é uma competência exclusiva da União. O partido considera que a norma representa um retrocesso ambiental, criando um ambiente de impunidade. Além disso, a lei não estabelece critérios para a recuperação de áreas degradadas. A ação foi distribuída ao ministro Cristiano Zanin, que pediu informações ao governador e à Assembleia Legislativa de Rondônia, além de ouvir o Ministério do Meio Ambiente e outras entidades. O Ministério Público de Rondônia também contestou a lei, pedindo sua suspensão, alegando que ela fere princípios constitucionais e enfraquece a proteção ambiental. A Reserva Jaci-Paraná, criada para proteger comunidades tradicionais e o meio ambiente, tem enfrentado aumento de ocupações irregulares e degradação ao longo dos anos.

O Partido Verde (PV) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei Complementar nº 1.274/2025, que regulariza a presença de pessoas na Reserva Extrativista Jaci-Paraná, em Rondônia. A norma, segundo o PV, perdoa multas por crimes ambientais e anula processos judiciais relacionados à ocupação irregular. O partido argumenta que a legislação estadual infringe a competência da União em matéria ambiental, conforme a Constituição de mil novecentos e oitenta e oito.

A ação foi distribuída ao ministro Cristiano Zanin, que requisitou informações ao governador Marcos Rocha e à Assembleia Legislativa de Rondônia. O PV destaca que a lei não considera os impactos ambientais e ignora os princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente. A norma também contraria decisões anteriores do STF sobre legislações similares em outros estados, reafirmando a primazia das normas federais.

Ação do Ministério Público

Além do PV, o Ministério Público de Rondônia também contestou a lei, solicitando sua suspensão. A promotora Edna Capeli enfatizou que a legislação favorece grupos que já causaram danos ambientais na reserva. O MP argumenta que a norma fere princípios constitucionais e a Lei Federal nº 9.985/2000, que estabelece que reservas extrativistas devem ser utilizadas apenas por populações tradicionais.

A Reserva Extrativista Jaci-Paraná, criada em mil novecentos e noventa e seis, abrange cerca de duzentos mil hectares e visa proteger comunidades tradicionais e o uso sustentável dos recursos naturais. Dados do MP indicam que, entre dois mil e doze e dois mil e vinte e dois, a área ocupada por atividades agropecuárias na reserva aumentou duzentos e trinta e nove por cento, enquanto a área de floresta foi reduzida em mais de dois terços.

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