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PF inicia segunda fase da Operação Loris para investigar venda de obras de arte apreendidas

Polícia Federal avança na Operação Loris, investigando Eduardo Wanderley por lavagem de dinheiro e venda ilegal de obras de arte.

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A Polícia Federal começou a segunda fase da Operação Loris, que investiga o empresário Eduardo Wanderley, CEO da Petra Gold. A ação inclui buscas na casa dele, no Rio de Janeiro, para verificar a venda de obras de arte que foram apreendidas. Wanderley é acusado de lavagem de dinheiro e de emitir debêntures de forma ilegal, o que gerou centenas de milhões de reais sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários. A empresa dele já havia sido suspensa pela CVM em 2020 por fraudes. Em dezembro de 2023, a Justiça sequestrou bens de Wanderley, avaliados em 300 milhões de reais. O esquema prometia altos retornos aos investidores, mas quando falhou, ele deixou de pagar funcionários e investidores, levando a novas investigações por estelionato e organização criminosa. A defesa de Wanderley não foi encontrada até agora.

A Polícia Federal iniciou, nesta quarta-feira, a segunda fase da Operação Loris, focando na investigação da venda de obras de arte apreendidas do empresário Eduardo Monteiro Wanderley, CEO da Petra Gold Serviços Financeiros S.A. A ação ocorre na residência do investigado, em Botafogo, Rio de Janeiro, onde mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos.

As obras de arte estavam sob a responsabilidade de Wanderley, que atuava como depositário fiel. A investigação busca identificar outras peças que possam ser objeto de apreensão. A PF apura também crimes de lavagem de dinheiro e a emissão ilegal de debêntures, que teriam gerado centenas de milhões de reais sem a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O grupo liderado por Wanderley ganhou notoriedade ao emitir debêntures para financiar projetos e reestruturar dívidas. No entanto, a CVM já havia determinado a suspensão de ofertas da empresa em 2020, alegando que a Petra Gold realizava operações fraudulentas no mercado de capitais. Em dezembro de 2023, a Justiça determinou o sequestro de bens do empresário, avaliados em R$ 300 milhões.

A operação Loris, cujo nome remete a um primata venenoso, reflete a natureza enganosa do esquema, que atraía investidores com promessas de retorno. A PF destaca que, quando o esquema falhou, Wanderley deixou de pagar funcionários e investidores, levando a uma nova investigação por estelionato e organização criminosa. A defesa do empresário não foi localizada até o momento.

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