A partir de 19 de setembro, Portugal começou a usar novos sistemas de controle de fronteiras, o que causou grandes filas e atrasos nos aeroportos, especialmente em Lisboa. Passageiros relataram esperas de até três horas para passar pela imigração, com muitos reclamando da falta de organização e do estresse gerado pela situação. O aeroporto de Faro também enfrentou longas esperas. As novas medidas incluem a coleta de dados biométricos e um controle mais rigoroso para viajantes de fora da União Europeia. Embora o governo afirme que essas mudanças visam aumentar a segurança, a implementação está gerando confusão e insatisfação entre os turistas. A empresa que administra o aeroporto de Lisboa não se manifestou sobre o problema. Os passageiros são aconselhados a chegar mais cedo e a acompanhar as atualizações sobre a situação.
LISBOA – A implementação de novos sistemas de controle migratório em Portugal, iniciada em 19 de setembro, provocou longas filas e atrasos nos aeroportos, especialmente em Lisboa. Passageiros relataram esperas de até três horas no controle de passaportes, intensificando a crítica à superlotação do Aeroporto Humberto Delgado, um dos mais problemáticos da Europa.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram saguões lotados e guichês fechados. Um viajante descreveu a situação como “um apocalipse”, após esperar três horas e quinze minutos para passar pela imigração. A situação não se restringiu a Lisboa; no Aeroporto de Faro, as filas também chegaram a duas horas.
As novas medidas, que incluem sistemas como o VIS4EES (monitoramento de vistos e dados biométricos) e o PASSE+ (controle aéreo e terrestre), visam aumentar a segurança e o controle sobre cidadãos de fora da União Europeia. A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) informou que a transição para os novos sistemas está gerando atrasos significativos, que devem se agravar com o aumento do fluxo turístico no verão europeu.
Críticas e Consequências
O aeroporto de Lisboa já enfrenta problemas estruturais, operando acima da capacidade ideal. A construção de um novo aeroporto está prevista, mas levará anos. Com o turismo em alta e as novas exigências, a falta de infraestrutura, somada à rigidez das políticas migratórias, compromete a experiência de entrada no país.
Os passageiros são orientados a chegar com antecedência e a acompanhar as atualizações nos canais oficiais da AIMA e da polícia de fronteiras. A ANA, responsável pela administração do aeroporto de Lisboa, não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Um comunicado do governo destacou que Portugal entrou em uma “nova era na gestão de fronteiras”. As mudanças afetam diretamente cidadãos de países terceiros, como o Brasil, que precisam passar pelo registro biométrico. A expectativa é que os novos sistemas tragam maior segurança, mas a implementação inicial está causando transtornos significativos.
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