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Sarney alerta sobre a polarização e a escassez de lideranças políticas no Brasil

Ex-presidente José Sarney critica polarização política e defende reforma eleitoral em evento na USP, propondo voto distrital e fortalecimento partidário.

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O ex-presidente José Sarney criticou a polarização política e o uso de emendas parlamentares em campanhas durante o evento “40 anos de Democracia no Brasil” na Faculdade de Direito da USP. Ele afirmou que o Brasil precisa de união e que a situação política atual é preocupante, destacando a importância de soluções consensuais e a necessidade de evitar o ódio. Sarney também comentou sobre a politização do Judiciário e a judicialização da política, que se intensificaram. Ele se opôs à ideia de uma nova Constituinte, considerando a atual Constituição boa, e defendeu que “golpe nunca mais nesse país”. Sobre a proposta de acabar com a reeleição e estabelecer mandatos de cinco anos, Sarney citou o filósofo Alexis de Tocqueville e argumentou que a reeleição prejudica a qualidade do governo. Ele acredita que a reforma do sistema eleitoral é essencial para fortalecer os partidos e defendeu o voto distrital. Questionado sobre Jair Bolsonaro, Sarney preferiu não se aprofundar no assunto. O ex-presidente Michel Temer, que deveria estar presente, não compareceu ao evento.

O ex-presidente José Sarney criticou a polarização política e o uso de emendas parlamentares em campanhas eleitorais durante o evento “40 anos de Democracia no Brasil”, realizado na Faculdade de Direito da USP nesta quarta-feira, 21. Ele destacou que “faltam muitas” lideranças políticas no Brasil e que a população deseja união, não divisões.

Sarney afirmou que a atual situação política é lamentável e que o país não pode aceitar uma “casa dividida”. Em entrevista, ele enfatizou a necessidade de soluções consensuais, afastadas do ódio. O ex-presidente também mencionou a politização do Judiciário e a judicialização da política, que, segundo ele, se intensificaram recentemente.

Sobre a proposta de uma nova Constituinte, Sarney declarou que o Brasil não possui condições políticas para tal, considerando a Constituição atual, especialmente em relação aos direitos civis, como “muito boa”. Ele se opôs à ideia de um golpe, afirmando que “golpe nunca mais nesse país”.

Críticas à Reeleição

Durante o evento, Sarney comentou a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que propõe o fim da reeleição e mandatos de cinco anos para presidentes, governadores e prefeitos. Ele citou o filósofo Alexis de Tocqueville, que se opunha à reeleição, argumentando que isso prejudica a qualidade do governo.

Sarney acredita que o foco deve ser a reforma do sistema eleitoral, que, segundo ele, tem enfraquecido o Congresso e dificultado a formação de partidos sólidos. Ele defendeu a adoção do voto distrital e o fortalecimento das siglas, afirmando que “temos que criar partidos fortes”.

Postura em Relação a Bolsonaro

Questionado sobre a postura dos partidos de direita em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Sarney evitou se aprofundar no tema, afirmando que não deseja se envolver em controvérsias. O ex-presidente Michel Temer estava previsto para o evento, mas não compareceu. Recentemente, Temer indicou que governadores de direita estão se unindo para lançar uma candidatura única em 2026, o que foi interpretado como uma sinalização de que Bolsonaro pode não ser uma opção viável.

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