O novo Código Eleitoral está sendo analisado pelo Senado e deve incluir a proibição dos “campeonatos de cortes” de vídeos, uma prática que levou à inelegibilidade do candidato Pablo Marçal. Ele usou essa estratégia para aumentar sua visibilidade nas redes sociais, incentivando seguidores a criar perfis para compartilhar seu conteúdo em troca de recompensas financeiras. O relator do projeto, senador Marcelo Castro, aceitou emendas que visam proibir essa prática, citando o caso de Marçal como exemplo de abuso de poder econômico. Além disso, o texto propõe reservar 20% das cadeiras para mulheres nas eleições, embora haja pressão para aumentar essa porcentagem para 30%. Castro também quer manter a quarentena de quatro anos para juízes e policiais, mas há propostas para reduzir esse período. O projeto ainda inclui a proibição do uso de cargos públicos nos nomes de candidatos e deve regulamentar o uso de inteligência artificial nas eleições, embora especialistas considerem que as regras propostas são mais flexíveis do que as já existentes. O Código foi proposto em 2021 e já passou pela Câmara, agora precisa ser aprovado pelo Senado antes de retornar para votação nas duas casas.
BRASÍLIA — O novo Código Eleitoral, em análise no Senado Federal, deve incluir a proibição dos “campeonatos de cortes” de vídeos. Essa prática foi utilizada pelo candidato Pablo Marçal (PRTB) durante a campanha para a prefeitura de São Paulo em 2024, resultando em sua inelegibilidade por abuso de poder econômico.
Marçal incentivava seguidores a criar perfis para compartilhar conteúdo produzido por ele, prometendo recompensas financeiras. Essa estratégia gerou uma rede de contas que amplificava suas mensagens e ataques a adversários. O relator do projeto, senador Marcelo Castro (MDB-PI), acatou emendas que visam proibir essa prática, justificadas pelo impacto negativo observado nas últimas eleições.
Além da proibição dos campeonatos, o novo Código Eleitoral prevê a reserva de 20% das cadeiras para mulheres nas eleições proporcionais. Movimentos feministas, no entanto, pressionam por um aumento dessa proporção para 30%. Castro argumenta que a cota de 30% para candidaturas femininas não teve efeito positivo e propõe uma abordagem mais pragmática.
O texto também mantém a quarentena de quatro anos para juízes, membros do Ministério Público, policiais e militares, com propostas de redução desse período. A proibição do uso de cargos públicos nos nomes de urna e a regulamentação do uso de inteligência artificial nas eleições também estão em discussão.
O projeto, que foi proposto em 2021 e já aprovado na Câmara, precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário do Senado antes de ser votado novamente nas duas Casas.
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