Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, criticou a Câmara dos Deputados por não votar a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o foro privilegiado, aprovada pelo Senado em 2017. Ele pediu coragem ao presidente da Câmara, Hugo Motta, para resolver essa questão, que é importante para combater crimes de colarinho branco. Alencar lamentou a demora e afirmou que não faz sentido manter o foro privilegiado para vereadores, prefeitos e governadores. O relator da PEC, Marcelo Castro, explicou que não aceitou uma emenda que propunha acabar com o foro ao final do mandato, citando a complexidade do tema e uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Ele sugeriu que o senador Hamilton Mourão apresentasse uma nova proposta. Mourão comentou que a situação do foro privilegiado é uma distorção e que é preciso agir. Alencar reforçou que a responsabilidade de avançar nessa questão está com a Câmara dos Deputados.
Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, criticou a Câmara dos Deputados durante reunião na manhã desta quarta-feira. Ele cobrou coragem do presidente Hugo Motta para avançar na análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado, aprovada pelo Senado em 2017 e que aguarda votação na Câmara há quase oito anos.
Alencar destacou que a demora na análise da PEC é um entrave para o combate a crimes de colarinho branco. “Lamento muito a Câmara postergar essa decisão há tanto tempo. Essa é uma decisão necessária para o país”, afirmou. O senador também ressaltou que não faz sentido manter o foro privilegiado para vereadores, prefeitos e governadores.
Durante a reunião, o relator da PEC, Marcelo Castro, explicou sua decisão de não acolher uma emenda proposta pelo senador Hamilton Mourão, que sugeria o fim do foro privilegiado ao término do mandato. Castro argumentou que a questão é complexa e que já existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. Ele sugeriu que Mourão apresentasse uma nova PEC para tratar do assunto.
“Não podemos continuar com uma espada de Dâmocles pendurada nas nossas cabeças”, disse Mourão, referindo-se à distorção do foro privilegiado. Alencar reiterou que a responsabilidade de resolver essa questão está nas mãos da Câmara dos Deputados e que a aprovação da PEC é essencial para o Brasil.
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