A Suprema Corte de Israel decidiu que a demissão de Ronen Bar, chefe do Shin Bet, foi irregular e contrária à lei. A corte apontou um conflito de interesse do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que afastou Bar em março de 2023, alegando falta de confiança após um ataque do Hamas. A relação entre os dois já era tensa, pois Bar se opôs a usar o Shin Bet para monitorar manifestantes. A corte também destacou que a demissão foi apressada e que havia desavenças entre eles, especialmente após falhas do Shin Bet em prever o ataque. A juíza Daphne Barak-Erez afirmou que as autoridades devem seguir a lei, e o presidente do tribunal, Isaac Amit, lembrou que a lealdade do diretor do Shin Bet deve ser ao povo, não ao governo. A corte proibiu Netanyahu de nomear um novo chefe do Shin Bet até que a decisão seja revisada. Após a decisão, Netanyahu criticou a corte e prometeu indicar um novo chefe no próximo mês, em meio à guerra contra o Hamas.
A Suprema Corte de Israel declarou nesta quarta-feira que a demissão de Ronen Bar, chefe do Shin Bet, foi realizada de forma irregular e contrária à lei. A corte identificou um conflito de interesse por parte do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na decisão de afastar Bar, que ocorreu em março de 2023.
Na ocasião, Netanyahu alegou uma “falta contínua de confiança” em Bar, especialmente após o ataque do Hamas e as falhas de segurança que culminaram na operação militar em Gaza. As tensões entre os dois já eram evidentes antes do ataque, com Bar se recusando a usar o Shin Bet para monitorar manifestantes contrários ao governo, afirmando que não se tornaria uma “polícia secreta”.
A corte também destacou que a demissão de Bar foi precipitada e que a relação entre ele e Netanyahu estava marcada por desavenças, especialmente após a admissão de falhas do Shin Bet em prever o ataque do Hamas. A investigação em curso sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo Netanyahu foi apontada como um dos motivos para a demissão, evidenciando o conflito de interesse.
Decisão Judicial
A juíza Daphne Barak-Erez enfatizou que a complexidade da situação atual não isenta as autoridades de seguir a lei. O presidente do tribunal, Isaac Amit, reforçou que a lealdade do diretor do Shin Bet deve ser com o povo israelense, não com o governo. A corte determinou que Netanyahu não pode nomear um novo chefe do Shin Bet até que a decisão seja revisada, sem prazo definido para isso.
Após a decisão, Netanyahu criticou a ação da corte, chamando-a de “vergonhosa” e prometeu indicar um novo chefe do Shin Bet no próximo mês. A situação se complica em meio à guerra contra o Hamas, com o premier alegando que as instituições estão em um conflito com seu governo.
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