O professor Ali Khan Mahmudabad, da Ashoka University, foi preso por suas postagens sobre as tensões entre Índia e Paquistão, após uma denúncia de um membro do partido governante BJP. O Supremo Tribunal da Índia concedeu liberdade provisória a ele, mas a investigação continuará. Mahmudabad nega as acusações de ameaçar a soberania nacional e incitar animosidade entre grupos. Sua prisão gerou críticas de acadêmicos e grupos de direitos, que consideram as alegações infundadas e a prisão uma forma de censura. O caso surgiu de duas postagens nas redes sociais, nas quais ele comentou sobre a ação militar da Índia contra o Paquistão. Após ataques que resultaram em mortes na Caxemira, as tensões entre os dois países aumentaram. Mahmudabad expressou apoio à resposta da Índia, mas também alertou sobre a brutalidade da guerra. Ele destacou a importância de duas mulheres oficiais que lideraram as briefings militares. O professor é conhecido por seu trabalho sobre a história dos muçulmanos na Índia e é membro do partido Samajwadi. Após sua prisão, líderes da oposição criticaram o governo por temer opiniões contrárias. A universidade onde ele trabalha está investigando o caso e afirmou que cooperará com as autoridades.
O professor Ali Khan Mahmudabad, da Ashoka University, foi preso em Nova Délhi por suas postagens sobre as hostilidades entre Índia e Paquistão. A prisão ocorreu após uma denúncia de um membro do partido governante Bharatiya Janata Party (BJP), que o acusou de ameaçar a soberania nacional e promover animosidade entre grupos. Mahmudabad nega as acusações.
O Supremo Tribunal da Índia concedeu liberdade provisória ao professor, mas permitiu que a investigação prosseguisse. O tribunal afirmou que não havia justificativa para suspender a investigação, que será conduzida por uma equipe especial. Mahmudabad está proibido de fazer postagens ou discursos online relacionados ao caso.
A prisão gerou forte reação de acadêmicos e grupos de direitos humanos, que consideram as acusações infundadas e a prisão uma forma de censura. O professor, conhecido por seu trabalho em ciência política e história do Islã na Índia, expressou em suas postagens preocupações sobre a guerra e a violência, além de destacar a importância de duas oficiais mulheres em uma operação militar.
Duas queixas foram registradas contra Mahmudabad, uma delas por um ativista da juventude do BJP e outra pela presidente da Comissão de Mulheres de Haryana. A Comissão alegou que suas postagens desmereceram as oficiais. O professor respondeu que suas palavras foram mal interpretadas e que, na verdade, elogiou a presença feminina nas forças armadas.
A Ashoka University afirmou estar ciente da situação e que está apurando os detalhes do caso. O Comitê de Liberdade Acadêmica da universidade descreveu a prisão como uma punição desproporcional e um ataque à liberdade acadêmica. A situação continua a ser monitorada por acadêmicos e políticos da oposição, que criticam a postura do governo em relação à liberdade de expressão.
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